Pioneiros do cinema: Um passeio pela vida de Alice Guy Blanché e Georges Méliès

 Olá, queridos e queridas leitores(as). 

Tudo bem com vocês? 

Espero que sim.

                                         


Depois da ultima postagem ainda fiquei divagando sobre temas da sétima arte, pois gostaria de explorar um pouco mais esse assunto antes de passar para o próximo. 

Bem, para iniciamos, vou voltar só um pouquinho para poder pegar o gancho para a pauta de hoje. Tudo bem? Paramos no cinematográfico, certo?Então vamos lá.....


Depois que o cinematográfico foi lançado, essa novidade foi se espalhado gradativamente pelo mundo e não demorou em surgirem concorrentes, com equipamentos semelhantes para tentar embarca nessa nova onda que estava conquistando expectadores fascinados com as imagens em movimento que traziam maravilhas para diante de seus olhos sem precisarem sair do lugar.

No nessa época que o cinema havia dado seus primeiros sinais de vida, mas ainda era apenas uma semente, que precisava se desenvolver e tomar forma. No começo tudo eram expectativa e incerteza. Para que o cinematografo deveria ser usado? Deveria se apenas um entretenimento,  como parques de diversões?  Servia para fins científicos, documentários? Para registrar cenas do cotidiano? Essa invenção poderia criar uma nova forma de arte?

Todas essas duvidas eram pertinentes, alguns, no entanto já tinham uma ideia formada sobre o assunto, como os irmãos lumiére (os criadores da invenção), que a principio desejavam que o cinematográfico fosse usado apenas para fins científicos, e se esforçaram muito para isso.

Porem para outros o cinema podia ser realmente uma arte, uma forma de expressão, um meio de contar historias, de fascinar, explorando outras realidades, ou de viajar pelo mundo sem sair do lugar.

E para o cinema vira essa arte combinada, foram necessários vários pioneiros e pioneiras para consolidar a sétima arte como um contato de historias, e talvez toda essa variedades de pensamentos e ideias do que poderia ser, que fez com que o cinema seja algo assim tão abrangente, pois podemos viver tantas emoções em um único filme ou desenho.

E pensando nessa época inicial dos primórdios do cinema, eu achei que seria interessante trazer um resumo sobre dois grandes pioneiros da sétima arte, nomes que ajudaram a criar gêneros de filmes, como ficção, fantasia, aventura e entre outros. Hoje vamos falar sobre Alice Guy Blaché e Georges Méliès. Espero muito que vocês gostem. Boa leitura....


Alice Guy Blaché.



Alice Guy Blaché foi um marco na historia, sendo a primeira mulher diretora, produtora e roteirista que se tem noticia. Produziu e dirigiu mais de mil filmes, foi à criadora de historias de ficção para a sétima arte e além de inúmeras técnicas de filmagens. Foi uma grande artista e revolucionaria que infelizmente a historia ainda não faz o devido jus, tendo suas contribuições para o nascimento de desenvolvimento do cinema muitas vezes sendo esquecidas ou atribuídas a outras personalidades. Agora vamos conhecer um pouco da historia dessa grande cineasta.

 

Alice nasceu em 1 de julho do ano de 1873 em Sant – Mandré na França. Sua mãe era Marie Clotilde Franceline Aubert e seu pai era Emile Guy, o casal havia se mudado para Santiago no Chile, logo após o casório, porem fazias constantes viagens para a França e numa dessas viagens que Alice veio ao mundo. Na época de seu nascimento seu pai era dono de uma rede de livrarias e uma editora no Chile.

Nós primeiros anos de vida Alice residiu com seus avós em Carouge na Suíça, só após completa quatro anos que foi mora com seus pais no Chile, onde aprendeu a falar espanhol com sua governanta. Com tudo Alice não permaneceu por muito tempo junto com sua família, após completar seis anos foi enviada para a França para estudar junto com seus irmãos, que pouco se tem noticia.

Os negócios de seu pai começaram a passar por dificuldades e não demorou para o mesmo decretou falência e a vida de Alice começou a mudar, seu irmão mais velho veio a óbito pouco tempo depois e em 1893 foi a vez de seu despedir do seu pai, Alice estava com vinte anos na época.

Com a situação se agravando Alice começou a aprender a estenógrafa e datilógrafa no intuito de arrumar um emprego e ajudar no sustento da família. Seu primeiro emprego foi numa loja de verniz e ano seguinte conseguiu uma vaga como secretaria numa empresa de fotografia, que após ser comprada por Léon Gaumont, a companhia passa a se dedica ao ramo de filmagens com a chegada do cinematografo. Nesse período Alice começa a ter seu primeiro contato com o mundo das câmeras, sempre muito curiosa e comunicativa Alice começou a aprender algumas dicas seus clientes.



Mas, foi apenas em 25 de março de 1895 que Alice conheceria sua paixão. Ele Léon Gaumont participariam de uma exibição surpresa dos Irmãos Lumiére na Sociedade para o Incentivo às Indústrias Técnicas em Saint-Germain-des-Prés.

 Gaumont não perdeu tempo em participar da nova febre que estava se instalando nos arredores do mundo e além de vender e fabricar equipamento a companhia também começou a realizar filmes e foi a porta inicia por onde Alice pode ter maior contato com esse novo movimento, pode observar de perto e apreender cada vez mais.

Podemos dizer que foi amor a primeira vista, Alice ficou deslumbrada com o cinematografo, e viu na invenção um leque de possibilidades inexploradas, amante de livros de ficção e outras narrativas, Alice decidiu juntar suas duas paixões para criar um novo jeito de contar historias, pois para ela seria um desperdício se essa nova técnica de imagem em movimento ficasse apenas limitada a filmagens do cotidiano e de caráter cientifico. 

Com essa inspiração Alice pediu ao seu chefe se poderia fazer algumas filmagens no seu tempo livre. A resposta do senhor Gaumont foi positiva, o profissionalismo de Alice não deixava duvidas, talvez ele também compartilhava da mesma visão de contar e criar historia a partir de imagens em movimento, seja lá qual foi exatamente os por menores que fizeram o senhor Gaumont da sua permissão, ficamos agradecidos  por isso, pois assim a carreira de Alice pode começar e se desenvolver sem tantas barreiras.

E em 1896 as filmagens de Alice foram concluídas, filme foi batizado de La Fée aux choux (A Fada do Repolho), que foi baseado num antigo conto francês, se tornando assim o primeiro filme narrativo da historia do cinema, o lançamento foi um sucesso comprovando as habilidades e talento de Alice o que rendeu lhe o cargo de chefe de produções da empresa Gaumont e reconhecimento como a primeira diretora de cinema da historia e muito provavelmente a única a trabalha nesse período.

Alice exerceu seu cargo na companhia Gaumont entre 1896 até.

 possivelmente 1906, Alice não parou de experimentar e criar novos efeitos e técnicas para seus filmes copias pinadas a mão, sistema de cor trichrome da Gaumont, montagem close-up, filmagens de exteriores, ilusão de desaparecimento ou transformação de objetos, sobreimpressões e outras técnicas. Alice também estava presente na transição do cinema falado, sendo uma grande pioneira no uso de gravações de áudio junto com imagens na tela.

A mente e a habilidades de Alice estavam à frente de seu tempo, suas historias sempre tinham mulheres fortes, ativas, confiantes e aventureiras em destaque. Entre suas realizações também podemos citar o lançamento do filme “Les Résultas du Féminisme de 1906 (As consequências do Feminismo) sendo um dos primeiros filmes a aborda o assunto de modo tão direto, na historia os papeis dos homens e mulheres é invertido, os homens cuidam das tarefas domesticas e na criação das crianças, enquanto as mulheres aproveitam a vida boêmia.  Alice também tentou promover a igualdade racial, lançando o primeiro filme da historia composto apenas de atores negros, pois naquela época infelizmente eram representados por atores brancos com os rosto e pele pitados para parecem negros, a técnica de “ Blackface”, como chamavam. 



Em 1907 Alice se casou com Herbert Blaché, que trabalhava como cinegrafista numa das afilias da empresa Gaumont em Londres. Um pouco após o casamento Léon Gaumont envio Herbert Blaché para os Estados Unidos, no intuito de promover Chronophone, um dos produtos da empresa Gaumont, Alice acompanhou Herbert em sua viagem, e suas funções com direção artística na companhia ficaram a cargo de Louis Feuillade.

Enquanto tentavam alavanca as vendas do Chronophone, o que estava atraindo muita pouca atenção, Alice e Herbert se fixaram no bairro de Flushing. Em 1908 Alice da à luz a sua primeira filha Simone e quase dois anos depois em 1910 ao seu segundo filho Reginald.

Em 1910 também foi ano em que Alice abriu seu próprio estúdio de cinema o Solax Film Co, na qual exerceu o cargo de presidente e gerente de produção. O estúdio de Alice se tornou uma das maiores produtoras de filmes dos Estados Unidos antes da ascensão de Hollywood.

Herbert após seu contrato com as empresas Gaumot chegarem ao fim, foi nomeado como novo presidente da companhia Solax, pois Alice queria foca apenas na parte de criação e escrita, quando Herbert cuidava dos negócios.

Herbert, no entanto não se conteve com o cargo e pediu demissão para fundar o seu próprio estúdio o “Blaché Features”.

Alice começou a dividi suas atenções para os dois estúdios e infelizmente o Solax acabou por falir, então Alice começou a trabalha para o seu marido. O relacionamento foi ficando cada vez mais perturbado e no ano de 1918, Herbert deixou Alice. No ano de 1921 por causa de inúmeras dividas, a qual muitos remetem a má a administração financeira de Herbert, Alice foi forçada a vender seu estúdio, para tenta remediar a situação. O divorcio oficial veio somente no ano seguinte. Sem dinheiro e sem motivos para ficar na América, Alice decidiu retorna para a França com seus dois filhos.

O retorno para a França não é como Alice esperava, como a situação estava difícil a principio teve que ficar a casa de sua irmã. Alice tentou arrumar emprego em sua área, porem foi recusada em todas as suas tentativas, seu talento é praticamente esquecido e ignorado.



Alguns anos depois em 1927 fez uma viagem novamente para os Estados Unidos com finalidade de recuperar alguns de seus filmes, com tudo a busca só rendeu apenas três achados.

Durante a época da guerra Alice acompanhou sua filha Simone algumas viagens, que a mesma realizava em serviço da embaixada dos Estados Unidos.

 

Por fim decidiu se fixar em Nova Jersey, e começou a escrever historias infantis, utilizando varias pseudônimos para publica-las.

Em 1955 Alice recebeu Legião de Honra pela França. Quase dois anos depois o filho de Léo Gaumont ajudou Alice a recebe uma homenagem da Cinemateca Francesa. E aos 90 anos ganhou uma biografia por Victor Bachy.

Quadro anos depois Alice de despede de todos com 94 anos. Ela foi enterrada no Cemitério “Maryrest” em Mahwah ( Condado de Bergen ).

 


Alice foi uma diretora, produtora, atriz, roteirista e o mais importante uma pessoa a frente do seu tempo, atenta as causas sociais, não deixou que a sociedade colocasse limites em seu modo de pensar e viver. Pode ser considerada como a mãe dos enredos e narrativas para o cinema, criou varias técnicas e efeitos especiais e incontáveis filmes, que deixaram um legado e um embasamentos para futuros diretores e diretoras, que talvez sem seu trabalho e dedicação alguns caminho poderiam ter se perdido ou demorado mais tempo para serem percorrido, o controverso de toda esse talento e toda essa historia tenham praticamente se perdido no tempo espaço, pois apesar de tantos feitos os esforços de Alice não são devidamente reconhecidos como outros artistas e cineastas na historia do cinema, alguns estudiosos alegam a culpa desse apagamento é responsável pelo machismo ao longo dos séculos que como Alice, varias outras personalidades femininas também foram apagadas da historia por causa desse male, outros porem acreditam que essa ausência na historia do cinema é devido a dificuldade de localizar e traçar uma ordem cronologia dos trabalhos de Alice, pois muitos de suas obras se perderam e tantas outras a cineasta não fora  creditada, entre outras hipóteses, sobre essas questões deixa cada um(a) tirar suas próprias conclusões. Muito historiadores da sétima arte já fizeram grandes progressos para que o trabalho da diretora voltasse a luz, a vários sites e livros que podemos pesquisar para pode saber mais sobre sua historia, e em 2020 foi lançado um filme sobre a vida da Cineasta “Seja Natural: A História Não Contada de Alice Guy-Blaché”. Vou deixar a descrição no filme em baixo. Com tudo acredito que ainda falta um bom caminho a ser percorrido para que Alice ocupe o seu lugar de destaque ao lado de tantos outros pioneiros e pioneiras do mundo, e espero que isso aconteça muito em breve. 


Be Natural: A História não Contada da Primeira Cineasta do Mundo
14
 2018 ‧ Documentário/História ‧ 1h 45m


Sinopse: Sobre a cineasta pioneira Alice Guy-Blaché é tanto uma homenagem quanto uma história de detetive, traçando as circunstâncias pelas quais essa artista extraordinária desapareceu da memória e o caminho para sua recuperação.

Vou deixar a seguir uma lista com alguns filmes da cineasta caso vocês queram dá uma olhadinha. 

Alguns filmes de Alice Guy-Blaché:

- A Fada do Repolho (1896).

- As consequencias do Feminismo (1906).

- O Cair das Folhas (1912),

- Esmeralda (1905).

- A Órfã do Oceano (1916).

- Os desejos de Madame (1906).

- Casamento Às Pressas (1916).



Georges Méliès.



Conhecido como pai dos efeitos especiais e um dos pioneiros, Georges Méliès foi diretor, ator cinematografo, ilusionista, figurinista e fabricante de brinquedos. 

 Nasceu dia 8 de dezembro de 1861, em Saint Martin em Paris. 

Seu pai se mudou para Paris no ano de 1843, e arranjou por lá um emprego numa loja botas, lugar onde conheceria sua futura esposa e a mãe de Georges.

Calçados já era ramo da família a muito tempo, os avós de Georges chegaram a trabalha como sapateiros oficiais da corte Holandesa, porem um grave incêndio destruiu seus negócios.

Após algum tempo depois de terem se conhecido os pais de Georges se casaram e abriram o próprio negocio uma empresa de fabricação de botas de alta qualidade.  

O Casal teve três filhos Henry, Gaston e George. Quando Georges nasceu seus pais já estavam com uma condição financeira instável e seus filhos podiam dispor de um pouco de luxo e regalias desde pequeno. 

Georges conta que teve uma educação formal clássica. Desde pequeno mostrou aptidão para o desenho e para as artes. Georges sempre admitiu que seus instintos criativos dominavam os intelectuais.  

 Sua paixão pela arte era muito forte, vivia em devaneios e acabava levando bronca de seus professores por fazer ilustrações em seus cadernos de estudos. Em seu tempo livre gostava de fazer teatro com fantoches de papelão e com o tempo suas marionetes foram ficando cada vez mais sofisticadas. 

Em 1980 se formou em bacharelado pela Lyceè. Logo apos receber o diploma Georges já foi integrado na companhia da família, com tudo esse serviço nunca cativou George, que ainda não havia encontrado o seu caminho. 

Algum tempo depois seu pai o envio para Londres no intuito de aperfeiçoar o seu inglês, enquanto trabalhava como num escritório de um conhecido da família.

No tempo que esteve em Londres, Georges descobriu o Egyptian Hall, um salão de exposições, construído em estilo egípcio no ano de 1812. Lá no salão Georges conheceu o ilusionista John Nevil Maskelyne. George ficou fascinado pelos truques e virou frequentador assíduo do lugar, foi em muitas dessas ocasiões que sua paixão por mágica de palco começou a florar.

Quando voltou a Paris tinha uma nova ambição, estudar pintura pela École des Beaux-Arts . Um desejo que foi extremamente rejeitado pelos seus pais, que se recusaram a pagar pelos seus estudos.

Com esse desfecho George teve que se contentar com novamente com um cargo na empresa da família, como supervisor de produção. 

                                                      

Em 1885, sua família tentou convencer Georges a se casar com a cunhada de um de seus irmãos, no entanto Georges recusa e em vez disso, resolver unir laços com Eugénie Genin, filha de um antigo amigo da família. 

O casal teve dois filhos, Georgette, nascida em 1888, e André, nascido em 1901. 

Georges continuou na fábrica de calçados por alguns anos, mesmo assim nunca deixou que sua paixão pelas artes desaparecesse, sempre que podia estava mergulhado no mundo artístico, frequentava o: “Théâtre Robert-Houdin " ,constantemente. 

Em suas visitas acabou se aproximando do mágico Emile Voisin, que logo convidou Georges para tomar aulas de ilusionismo.

Não demorou a Georges pegar prática e logo já estava se apresentando no no Cabinet Fantastique do Museu de Cera Grévin e, mais tarde, na Galerie.

Durante nove anos que Georges se dedicou a profissão criou mais de 30 novos truques de ilusões, que impulsionaram um toque de comédia e pompa melodramática nos shows.



Um dos truques que ilustra a generalidade de Geoges é" O homem decapitado recitante", a cena apresentada consistia em um professor no meio de um discurso, quando sua cabeça é decapitada, porem o professor segue com o seu monólogo naturalmente, como se nada tivesse acontecido e só terminar quando a cabeça se contra novamente com o seu corpo.

Com o dinheiro que vinha economizando Georges consegue compra o “Théâtre Robert-Houdin”, e juntamente com essa aquisição alguns dos funcionários antigos permanecem com o seu mais novo chefe, podemos citar alguns como Eugène Calmels, mecânica chefe e a artista Jehanne D'Alcy , que segundo a história se torna a amante de Georges e futuramente sua segunda esposa.

Em 27 de dezembro de 1895, George compareceu a uma demonstração privativa  dos irmãos Lumière, que demonstraram sua mais nova invenção o cinematográfico, para um pequeno número de pessoas.

Georges ficou encantado com a novidade e viu ali um novo mundo de oportunidades se abrir  bem a sua frente. Logo após terminado a sessão George já ofereceu 10.000 francos pela invenção. Com tudo os irmãos Lumière recusaram o dinheiro, tanto de Georges tantos de outros vários interessados. 

Alguns acreditam que a recusa se deu a princípio por os irmãos Lumière, querem deixa o cinematográfico restrito apenas para fins científicos. 

No entanto essa resposta não parou Georges, que estava decidido a obter um projetor de imagens.

Georges pesquisou outros inventores na Europa, na América, lugares onde haviam relatos de máquinas semelhantes, porem aparentemente não tão sofisticadas. Em suas buscas George encontrou o “Animatograph”, de autoria de Robert W Paul, e comprou o parelho junto com alguns curtas de animação.

 


De volta a Paris George começou a exibir alguns curtas entre as apresentações doThéâtre Robert-Houdin”.  Georges um pouco insatisfeito com aquisição, procurou fazer alguns testes, no intuito de fazer o “Animatograph” ficar mais parecido com o cinematográfico.

Num dos seus testes Georges acabou por criar sua própria invenção, junto com alguns conhecidos, eles o nomearam de “Kinétographe Robert-Houdin”. 

Esse aparelho era uma câmera e projetor, feito partir de ferro fundido. O aparelho foi patenteado  em 1896, e apelidado de morador de café ou metralhadora, pelo barulho que fazia.

 Essa invenção teve uma vida breve, pois com o avanço tecnológico novas câmeras e projetores começaram a surgir nas prateleiras das lojas especializadas e George não perdeu tempo em substituir seu equipamento antigo por uma mais profissional.

A companhia de Star Filme foi fundada por George e seus sócios em 1896 e desse ano até 1913 George fez mais de 500 filmes, com durações que variavam entre 1 a 40 minutos. Suas obras, geralmente, eram desprovidas de enredo convencionais ou linha narrativa, os filmes funcionam mais como verdadeiros espetáculos de magicas, com truques impressionantes, como objetos desaparecendo e criaturas fantásticas, o que redeu a George o apelido e magico do cinema e pai dos efeitos especiais, pois muitos dos truques de Méliès acabaram virando efeitos especiais, que foram amplamente incorporados e usados por outros diretores.

Podemos cita alguns como: sobreposição, transição, montagens, fundos negros, primeiros planos em diapositivos, efeitos teatrais, pirotécnicos e ilusões.



Um dos filmes mais famosos de George é “Viagem a Lua”, onde podemos vislumbrar boa parte das caraterísticas e estilo de Méliès em suas obras. Apesar do titulo George não se inspirou apenas em Júlio Verne para criar sua fantasia, também recorreu ao autor H.G Well e a parques diversão e operetas.

O projeto teve um grande orçamento e levou meses para ser concluído. Com duração de 13 minutos e 260 metros de comprimento do rolo do filme. Viagem à lua estreou no ano de 1902, foi um sucesso imediato e trouxe grande prestígio para George, que alcançou fama internacional.

A fama em contra partida acarretou alguns preocupações para George, que teve que abrir uma a filial no Estado Unido para tentar conter a grande onda de pirataria que começaram a surgir com seus filmes.

Com o sucesso cada vez mais crescente George viu que era o momento para realizar os planos de ter o próprio estúdio de cinema. Comprou um terreno nos arredores de Paris. George não poupou dispensas, o estúdio Montreuil como ficou conhecido, foi construído todo de vidro para que a luz natural adentra-se constantemente, e foi tudo equipado com mais modernos aparelhos da época.

Infelizmente o estúdio Montreuil foi completamente destruído durante a segunda guerra mundial.

 O ano de 1908 e marcado por conquista e decepções para George, só nesse ano o cineasta produziu mais de 50 filmes. O outro lado era o começo da queda da carreira de George.

Em 1912 as coisas já não estavam de vento em poupa para Georges, porem ele continuava levando como podia. Foi nesse ano que a empresa Pathé encomendou três filmes do diretor, o que poucos sabiam eram que seriam os últimos filmes do cineasta.



O resultado final não foi como esperado e os três projetos fracassaram terrivelmente. O gosto do público estava mudando, o mundo estava ficando tenso, a grande primeira guerra se aproximava, o fantasioso não mexiam tanto como o imaginário popular, as pessoas estavam preocupadas com o aqui e o agora, junto com todo esse cenário um novo movimento artístico começou a ganhar força: O realismo, que foi ganhando terreno, mudando o modo de contar historia, e os filmes de Méliès foram ficando cada vez mais sem espaço nessa nova época.

Com todas essas mudanças produtoras francesas de filmes como Pathé, Gaoumont e Éclair decidiram mudar seus sistemas e se tornaram grandes instituições. Ao contrario de Méliès que sempre quis deixar sua pequena empresa como independente.

As contas foram acumulando, Georges resistiu até onde pode, até que em 1923 sem mais onde tirar dinheiro resolveu vender o estúdio Montreuil para saldar suas dividas. 

Com o dinheiro que havia sobrado Georges conseguiu montar uma pequena loja de doces e brinquedos na estação Montparnasse em Paris, onde começou tirar seu sustento para viver.

Em 1929 um jornalista que passava pela estação reconheceu o antigo diretor, e sendo um apreciado de seu trabalho decidiu fazer uma homenagem, houve uma festa de galã onde toda carreira do cineasta foi prestigiada.

Três anos depois já com certa idade, Méliès e sua esposa foram admitidos num lar de idosos em Orly, uma propriedade da indústria cinematográfa. 

No dia 21 de dezembro de 1938 Méliès deixou esse mundo com 76 anos, ele foi embora porem o seu legado continuou, foi perdido e redescoberto, porem nunca esquecido. Seus efeitos e técnicas foram estudados e aperfeiçoados, inspirando diretores e atores ao longo dos anos com sua incrível magia.

Aos longos dos anos foram feitas muitas seferencias do diretor em filmes, series, animaçãoes, livros e entre outros, uma das mais famosas é o filme " A invensão de Hugo Cabret", lançado em 2011 e adaptado do romance do mesmo nome do outor Brian Selznick, onde retrada um pouco da vida do diretor. 

Sinopse:Paris, anos 30. Hugo Cabret (Asa Butterfield) é um órfão que vive escondido nas paredes da estação de trem. Ele guarda consigo um robô quebrado, deixado por seu pai (Jude Law). Um dia, ao fugir do inspetor (Sacha Baron Cohen), ele conhece Isabelle (Chloe Moretz), uma jovem com quem faz amizade. Logo Hugo descobre que ela tem uma chave com o fecho em forma de coração, exatamente do mesmo tamanho da fechadura existente no robô. O robô volta então a funcionar, levando a dupla a tentar resolver um mistério mágico.

Para finalizar vou deixar alguns filmes do diretor caso vocês tenham interesse em pesquisa.

Alguns filmes de Georges Mèliès:

- Viagem à Lua (1902).
O Solar do Diabo (1896).
A Conquista do Pólo (1912).
-O Homem da Cabeça de Borracha (1901).
- Baile Até à Meia-Noite (1899).
-O Reino das Fadas (1903).
-A orquestra de um homem só (1900).


Chegamos ao fim de mais um poste... Gostaram? Já tinham ouvido falar nesses cineastas? Já assistiram algum de seus filmes? Fiquem avontade para comentar, compartilhar. Eu agradeço de coração a todos(as) os leitores(ras), é uma alegria imensar ter vocês aqui. Me desculpem por qualquer erro ou equivo, e mais uma vez muito obrigada por tudo. Me despeço com votos de gratidão, amor, paz e saúde para todos. Até a proxima....


Fontes:
www.adorocinema.com.br
https://artsandculture.google.com/story/CQXRJW0P8DelIg?hl=pt-PT
https://en.wikipedia.org/wiki/Georges_M%C3%A9li%C3%A8s

https://rollingstone.com.br/noticia/descubra-historia-esquecida-de-alice-guy-blache-pioneira-do-cinema/
https://wfpp.columbia.edu/pioneer/ccp-alice-guy-blache/
https://www.cinemateca.pt/CinematecaSite/media/Documentos/FILMES-DE-ALICE-GUY-BLANCHE-maiores-de-8-anos.pdf
https://dialeticasdaimagem.com.br/2021/06/15/alice-guy-blache-a-primeira-cineasta-fantastica/

https://en.wikipedia.org/wiki/Alice_Guy-Blach%C3%A9








Uma Viagem pelos Primódios da Sétima arte.

 

Olá. Peculiares.

Como vocês estão? Espero que tudo bem.

Desde o poste “Uma pequena jornada pelo incrível mundo da fotografia”, andei pensando em trazer alguma coisa relacionada com a sétima arte. Depois de algumas pesquisas, resolvi fazer um resumo para vocês. Então, agora vamos viajar pelos primórdios do cinema, e descobrir um pouco obre a origem da sétima arte. Espero que vocês gostem, achem interessantes e que façam uma boa viagem.



O cinema em muitas de suas descrições é dito como uma arte combinada, e para alguns até em seu nascimento foi necessário três fatores:

A)    Analise do movimento.

B)     O registro do movimento.

C)     A projeção de Imagem.

O desejo de guardar e projetar imagem são bem antigos. No Egito dos faraós já se falava algo a respeito. Grandes pensadores como Leonardo da Vinci, Roger Bacon e Cellini voltavam suas atenções para o tema. Num antigo livro chinês fala-se sobre sombras móveis refletidas sobre uma parede, ou uma grande tela branca, além de alguns brinquedos que utilizavam a sombra como base e do teatro das sombras.

De acordo com Paul Valéry, na Grécia antiga, a caverna de Platão seria uma prefiguração poética do espetáculo cinematográfico.

“ Se reduzisse a minúsculo ofício a abertura da caverna, e revestindo-se a parede de uma camada sensível que servisse de tela, Platão teria obtido um gigantesco filme”.    

Depois do invento da Câmera obscura, de predecessores aperfeiçoados e de aparelhos semelhantes, pouco foi ouvido ou registrado sobre algum aparelho revolucionário. A primeira mesão a respeito aconteceu no século XVII, com Athanasius Kircher.



Athanasius Kircher é conhecido como um estudioso jesuíta alemão. Ele escreveu a obra (Magia Naturalis Libri), pelo qual foi acusado de feitiçaria. Num dos capítulos do livro aborda sobre "Espelho Esteganográfico", que Kircher havia desenvolvido. O espelho funcionava numa técnica projeção bem rudimentar. Se utilizando de uma lente de foco, juntamente com textos ou pinturas gravadas em um espelho conclave e com a ajuda da luz solar, Kircher conseguia projetar algumas imagens. Em sua obra Athanasius Kircher, acreditava pode usar esse sistema como meio de comunicação a distancia, no entanto também reconhecia certas limitações nessa técnica.

Por esse invento Kircher é citados em alguns livros como o descobridor da Lanterna magica, aparelho que seria construído posteriormente e pelo nome por qual ficaria conhecido. Com tudo o real inventor da Lanterna Magica é um assunto que ainda gera varias duvidas, pois na historia a outros nomes que são citados como tal, que nós vamos ver alguns a seguir.

Outro nome muito creditado pelo foto é o de Christiaan Huygens, cientista holandês. Christiaan já estava familiarizado com algumas técnicas de projeção, possuía uma edição do ano de 1645, da obra de Athanasius Kircher. Um dos amigos de seu pai, conhecido como Cornelis Drebbel, realizava apresentações com algumas técnicas ópticas não identificadas, tidas como magicas. Esse mesmo amigo Cornelis Drebbel havia presentado Christiaan, como uma câmera Obscura alguns anos antes, mais o menos em 1622.



Acreditam-se que Christiaan tenha começado a trabalhar em seu projeto no ano de 1659, pois foram achados alguns esboços e textos referentes em uma pasta de documentos do mesmo ano. Os textos descreviam apresentações com lentes convexas e com o auxilio de uma lâmpada, enquanto os esboços mostravam uma sequencia de um esqueleto removendo o crânio. Apesar do avanço, a indícios que Christiaan tenha ficado desapontado com seu trabalho. A uma cartada datada de 1962, de Chiristiaan para seu irmão Lodewijk, cita seu projeto como “uma bagunça”, além de demonstra certo preocupação com a imagem da família, no caso de alguém viesse a suspeita que o invento era dele. Mesmo a contra gosto Christiaan havia enviado um dos projetes para seu pai Constantijn. Foi uma terrível surpresa quando Christiann descobriu que seu pai pretendia expor sua invenção perante a corte de Luís XIV, numa apresentação no Louvre. Christiaan em desespero apelou para seu irmão, pedindo para sabotar a lanterna. Apesar no aparente desgosto, acredita-se que Christiaan tenha mostrado sua invenção para varias pessoas, pois em 1661 Christian começou a se corresponder com um fabricante de instrumentos óticos londrino Richard Reeve. Não demorou para Richard inicia a fabricação e a venda desses aparelhos, chegando até a fazer uma apresentação em sua loja em 17 de maio de 1663.

Em 1664, Pierre Petit um engenheiro parisiense escreveu para Christian, pedindo especificações da lanterna, logo desejava fazer uma para si, após ter visto uma das lanternas de Thomas Rasmussen.

No inicio Christiaan não usava termo Lanterna Magica para o seu invento, se referia ao mesmo apenas como "la lampe" e "la lanterne", alguns anos mais tarde, beirando os últimos anos de sua vida, que Christiaan começou a utiliza-se do famoso apelido, até fez um novo esboço em 1694, acrescentando mais um lente ao projeto.

Thomas Rasmussen Walgensten é outro nome relacionado com a lanterna magica. Thomas Rasmussen um matemático de Gotland, de origem dinamarquesa e a registros que tenha  estudado na Universidade de Leiden em 1657–58. É possível que Thomas Rasmussen tenha conhecido Christiaan Huygens nesse período na universidade ou em outras ocasiões, a hipótese é que Thomas pode ter aprendido algo sobre a lanterna nesses encontros ou não, com tudo correspondências entre ambos são de conhecimento geral desde 1667. E pelo que consta Thomas Rasmussen demostrou publicamente a Lanterna Magica de 1654 até 1670, em lugares como Paris (1664), Lyon (1665), Roma (1665–1666) e Copenhague (1670).

Pelo que parece Athanasius Kircher ficou sabendo as andanças de Thomas Rasmussen e de seu aparente sucesso com sua lanterna magica,

"vendeu tais lanternas a diferentes príncipes italianos em tal quantidade que agora elas são itens quase do dia a dia em Roma", Athanasius Kircher em 1671.



Ainda em 1671 Kicher incluiu a lanterna Magica de Thomas na segunda edição de seu livro, que foi amplamente circulado. Kicher acreditava que Thomas havia consigo inspiração para o seu projeto na primeira edição de “Magia Naturalis Libri”, na qual teria aperfeiçoado suas ideias.

Além dos três nomes citados anteriormente, também podemos destaca uma tradição de fabricação de lanternas magicas no sul da Alemanha, essas lanternas eram de corpo cilindro horizontal, enquanto as de Rasmussen e provavelmente as de Christiaan possuíam corpos na vertical. A tradição parece data desde o ano de 1671, no entanto a outros argumentos que apontam para anos anteriores. Com a chegada de um fabricante de instrumentos chamado de Johann Franz Griendel á cidade de Nuremberg, que Johan Zahn identificou como um centros de produção de lanternas magicas em 1686. Griendel foi apontado como o inventor da lanterna mágica por Johann Christoph Kohlhans em uma publicação de 1677.

 


O no Inicio a lanterna foi muito usada para assustar e entreter com imagens fantasmagóricas e imaginarias, As sessões eram bem elaboradas com fumaça, sons e outros subterfúgios para deixar a plateia em alvoroço. Em 1730 o uso da lanterna magica começou a se torna mais amplo quando artísticas itinerantes, ilusionistas e contadores de história passaram a se utiliza da lanterna para deixar seus repertórios mais elaborados. François Dominique Séraphin, na década de 1770 usava o invento para apresentar suas "Ombres Chinoises" (sombras chinesas), uma forma de teatro de sombras. Já o escocês Henry Moyes, em suas palestras pela América em 1758-56, sugeriu que todos os laboratórios universitários tivessem uma. Outro nome que ajudou a difundi o uso da lanterna magica em matéria de ensino foi à escritora e educadora francesa Stéphanie Félicité, condessa de Genlis, que usava a lanterna para projetar imagens de plantas em suas aulas de botânica. Seus métodos de ensino foram muito celebrados, ganhando até publicações na América, com traduções para o inglês. E em 1814 e 1815 Moses Holden, construiu um tipo de lanterna magica para ilustrar suas aulas de astronomia.

No ano de 1821, após a morte de Philip Carpenter, a empresa londrina se tornou Carpenter and Westley, passou a fabricar uma lanterna "Phantasmagoria" robusta, porém leve e portátil, com uma lâmpada estilo Argand. Esse modelo possuía projeções de alta qualidade e era muito indicado para salas de aula. A companhia também desenvolveu um processo dito como “ secreto” de impressão/gravação em placas de cobre para produzir em massa slides de vidro para lanterna mágica com contornos impressos, que eram então pintados à mão de forma fácil e rápida, prontos para venda. Estes "slides de placa de cobre" continham três ou quatro imagens circulares muito detalhadas de quatro polegadas, montadas em molduras finas de madeira dura. O primeiro conjunto a ficar conhecido foi Os Elementos de Zoologia, tornou-se disponível em 1823, com mais de 200 imagens em 56 molduras de figuras zoológicas, classificadas de acordo com o sistema do cientista sueco Carl Linnaeus. No mesmo ano, muitos outros slides apareceram no catálogo da empresa.

 O declínio da Lanterna Magica aconteceu de forma gradual, com o invento de novos aparelhos de projeção mais sofisticados, a mesma foi perdendo popularidade até cai em desuso.

 


Podemos de dizer que a lanterna Magica foi predecessor das animações e dos projetores de Slides. A base de seu funcionamento constituía em projetar a imagem, que normalmente, eram pintadas em placas de vidro ou celuloide, e clichê, com uma fonte de luz que podia ser uma vela ou uma lanterna a óleo. Os raios luminosos eram concentrados pelo sistema de lentes convergentes, que constituía o condensador posto sobre o clichê, o qual está montado o chassi. A objetiva armada no interior do cone de projeção e em frente ao clichê, projetava em o desenho num tela branca ou em uma parede, com tudo devesse ter cuidado de colocar a imagem invertida, afim de que a mesma aparece em sua posição normal ao ser projetada.

 

As animações obtidas eram bem simples, a ilusão do movimento era criada alternando-se as imagens em varias fases de movimento, que juntas davam a impressão de movimento, porem não muito gradual, nessas animações, geralmente, eram produzidas apenas dois slides de vidro projetados juntos — um com a parte estacionária da imagem e o outro com a parte que podia ser posta em movimento manualmente ou por um mecanismo bem singelo. Essas limitações foram muito favoráveis para a criações de cenas repetitivas, como pás de moinho girando, crianças em gangorras e entre outras, no entanto era possível exibir essas cenas em velocidades diversas. Outra técnica que era muito utilizada era comparável ao efeito de uma câmera panorâmica, utiliza um slide longo que é simplesmente puxado lentamente através da lanterna e geralmente mostra uma paisagem, às vezes com várias fases de uma história dentro do pano de fundo contínuo.



A ilusão de movimento dado a Persistência da Imagem da retina é um fenômeno ótico já era conhecido na época de Ptolomeu e foi muito estudado ao longo dos anos. O fenômeno diz que nossos olhos continuam a ver uma imagem durante alguns instantes, mesmo depois da imagem ter sido coberta ou retirada, como essa visão permanece na retina por uma fração de mais o menos 1/16 segundos, se vermos um serie de imagens com movimentos sucessivos exibidas a uma certa velocidade, então teremos a ilusão de um movimento continuo.

Em 1824, Peter Roget sugeriu a possiblidade de usar esse fenômeno para a produção de imagens animada, o que levou muitos estudiosos desenvolverem invenções baseados em ilusões de ótica, podendo citar o Estroboscópio, Fenascistoscópio ou disco Magico como alguns conheciam. O que tudo indica foi inventado por Simon Ritter Von Stampfer nascido na Áustria. O disco Magico como o próprio apelido já diz era em formato arredondado divido em setores, onde eram desenhados fases sucessivas de uma ação, abastava girar o disco rapidamente o observar por uma fresta longitudinal, que concentrava o campo de visão em só um ponto, animações de pessoas ou animais em movimento, tanto o Fenaquistiscopio quanto o Zootrópio eram aparelhos semelhantes.



Como a analise do movimento e movimento já praticamente conquistados, faltava agora obter o registro do movimento e esse passo se deu com o invento da fotografia que ocorreu no ano 1822, realizada por Joseph Necéphore Niepce. Sendo a primeira fotografia conhecida e registrada da historia, contudo a fotografia também passou por um longo período e aperfeiçoamento para que chegasse ao modo que conhecemos como fotografia comum e para que pudesse ser utilizada como um dos fundamentos para criação da sétima arte. Eu vou deixar o link no final, com postagem do resumo da historia sobre a criação da fotografia. A gora voltando ao tema de hoje.

No ano de 1832, o físico belga Joseph Plateau, concretizou a “recomposição” do movimento, numa aparelho que batizou de “Phenaskistoscope”.

E em 1860 foi construído o Cinematoscópio pelo América Coleman Sellers, no intuído de substituir desenhos animados por fotografias.

Outro americano a tentar anima imagens fotográficas foi Hely. Ele tirou fotos sucessivas de alguns movimentos e tentou anima-las utilizando para essa experiência a lanterna Magica, porem esse experimento não foi tão bem sucedido como Hely esperava.

Em 1872 o fotógrafo Edward Muybridge, queria responder uma dúvida pertinente.

 


" Os cavalos tiram todas as patas do chão quando galopam? "

 A resposta é sim.

 

No entanto para Edward resolve essa questão ele precisou de um plano elaborado. E esse plano consistia em colocar 24 câmeras enfileiradas uma ao lado da outra com espaços regulares, e cada uma foi equipada com fios que foram estendidos na parte da frente, no intuito era fazer o cavalo esbara em cada um dos fios ao passar, acionando o disparo das câmeras desse modo. Conseguindo a proeza, as imagens sucessivas foram coladas em uma fita e projetadas rapidamente, solucionado a duvida de vez.

Apesar dos últimos acontecimentos, podemos dizer foi apenas em 1888 que a corrida para a conquista do cinema como hoje é conhecido começou.  Nesse ano o americano Estaman achou  solução para agiliza o processo do registro fotográfico, Estaman fez película transparente e sensível, que posteriormente seria chamada de filme, se utilizando de nitrocelulose, um composto químico, altamente inflamável, mas totalmente eficiente para o propósito de seu inventor. Com essa descoberta foi possível enrolar esse filme num tubo para tomadas rápidas e instantâneas.

Em 1891 William Kennedy e Laurie Dickson, engenheiro chefe da companhia Thomas Edison inventou o cinescópio, adotando película de filme, porem Thomas Edison que ficou conhecido como o inventor do aparelho.



O Cinescópio funcionava na base de movimentação, com um rolo interno na qual podia ser movido manualmente ou com o auxilio de um motor, que quando movimentado o rolo exibia milhares de imagens reunidas numa película, exatamente 48 imagens por segundo. Porem essa invenção apresentava dois grandes problemas, os filmes ainda não podiam ser exibidos em uma tela e tinham que ser assistidos dentro do Cinescópio por uma lente ocular, que na maioria das vezes funcionava na cobrança de moedas, igual um caça niques, outro problema era a rapidez que as imagens sucediam e se fundiam, dando um ar artificial ao movimento. 

Não demorou a Émile Reynaud aperfeiçoar o Zootrópio e desenvolver o Proxinoscópio, criando assim um espetáculo que ficaria conhecido como Teatro Óptico, lugar onde eram apresentados filmes para um publico de até 500 pessoas. Reynaud utilizava fitas com 500 a 700 para produzir seus curtas, que eram perfurados e acompanhados por uma trilha sonora instrumental, compostas especialmente para a ocasião e compostas, geralmente, por Gaston Poulin. Entre alguns títulos produzidos podes destacar:

- Pauvre Pierrpt (Pobre Pierrô).

- Autour d´une Cabine (Ao redor de uma Cadeira).

Como podemos ver Reynaud foi um dois primeiros que se tem noticia, a apresentar uma sensação de filmes curtos para uma plateia, que se não era igual, era muito semelhante ao seria vim ser uma sessão de cinema posteriormente. No entanto o credito pela invenção do cinema ficou nas mãos de Louis e Auguste Lumiére. Que no dia 28 de Dezembro de 1895, em París, no subsolo do café “Salon Indien”, no “Boulevard des Capucine”, apresentaram sua mais nova invenção o Cinematógrafo (do qual se derivou a palavra Cinema), para uma plateia de 35 pessoas ao preço de um franco por entrada para cada espectador. E o publico pode contemplar um dos primeiros filmes dos irmãos Lumiére,A saída dos operários da fabrica Lumiére" E mais tarde um dos seus mais famosos "A  saída de um trem da estação" Causando grande pânico na  na estreia, pois a plateia pensou se tratar realmente de um trem em movimento, pois não estavam habituados a tais experiências. E o evento ficou marcado como a primeira sessão de cinema da historia, igual como conhecemos hoje, porem com tecnologia e visão da época. Os irmãos Lumiére patentearam sua invenção ficando reconhecidos como pais do cinema.



O cinematógrafo foi projetado para ser um aparelho de tomadas de cena e projeção, com a sua mecânica especial podia ser feito 16 imagens por segundo e depois projeta-las a 1-16 por segundo, obtendo dessa forma a impressão de um movimento continuo.

E nessa jordana que percorreu épocas, lugares e mentes, com tentativas, erros e aperfeiçoamentos, cada novo invento e estudo foram responsáveis por criar pilastras e base para consolidar a jornada do cinema e sua criação.

Bem, por hoje fico por aqui. Foi um prazer está com vocês em mais uma viagem pelo tempo, desejo está com vocês em breve espero muito que tenham gostando. Fiquem a vontade para comentar, perguntar e compartilhar. Desculpem-me por qualquer erro ou equivoco, tanto nas informações historicas ou como na parte da gramatica. Uma ótima semana a todos(as).

 

 Fontes:

Livro: O saber em Cores.

Livro : Encilopédia Barsa.

Livro: Programa de Ciências  Exitus.

Site: https://en.wikipedia.org/wiki/Magic_lantern

 

Poste:  Uma pequena jornada pelo Increvel mundo a fotografia. 

 https://odiariodepeculiaridades.blogspot.com/2025/11/uma-pequena-jordana-pelo-increvel-mundo.html

 

 

 

 

 

 

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