Olá.
Peculiares.
Como
vocês estão? Espero que tudo bem.
Desde o
poste “Uma pequena jornada pelo incrível mundo da fotografia”, andei pensando
em trazer alguma coisa relacionada com a sétima arte. Depois de algumas
pesquisas, resolvi fazer um resumo para vocês. Então, agora vamos viajar pelos
primórdios do cinema, e descobrir um pouco obre a origem da sétima arte. Espero
que vocês gostem, achem interessantes e que façam uma boa viagem.
O cinema
em muitas de suas descrições é dito como uma arte combinada, e para alguns até
em seu nascimento foi necessário três fatores:
A)
Analise
do movimento.
B)
O
registro do movimento.
C)
A
projeção de Imagem.
O desejo
de guardar e projetar imagem são bem antigos. No Egito dos faraós já se falava
algo a respeito. Grandes pensadores como Leonardo da Vinci, Roger Bacon e
Cellini voltavam suas atenções para o tema. Num antigo livro chinês fala-se
sobre sombras móveis refletidas sobre uma parede, ou uma grande tela branca,
além de alguns brinquedos que utilizavam a sombra como base e do teatro das
sombras.
De
acordo com Paul Valéry, na Grécia antiga, a caverna de Platão seria uma
prefiguração poética do espetáculo cinematográfico.
“ Se
reduzisse a minúsculo ofício a abertura da caverna, e revestindo-se a parede de
uma camada sensível que servisse de tela, Platão teria obtido um gigantesco filme”.
Depois
do invento da Câmera obscura, de predecessores aperfeiçoados e de aparelhos
semelhantes, pouco foi ouvido ou registrado sobre algum aparelho
revolucionário. A primeira mesão a respeito aconteceu no século XVII, com Athanasius
Kircher.
Athanasius
Kircher é conhecido como um estudioso jesuíta alemão. Ele escreveu a obra (Magia
Naturalis Libri), pelo qual foi acusado de feitiçaria. Num dos capítulos do
livro aborda sobre "Espelho Esteganográfico", que Kircher havia
desenvolvido. O espelho funcionava numa técnica projeção bem rudimentar. Se
utilizando de uma lente de foco, juntamente com textos ou pinturas gravadas em
um espelho conclave e com a ajuda da luz solar, Kircher conseguia projetar
algumas imagens. Em sua obra Athanasius Kircher, acreditava pode usar esse
sistema como meio de comunicação a distancia, no entanto também reconhecia
certas limitações nessa técnica.
Por esse
invento Kircher é citados em alguns livros como o descobridor da Lanterna
magica, aparelho que seria construído posteriormente e pelo nome por qual
ficaria conhecido. Com tudo o real inventor da Lanterna Magica é um assunto que
ainda gera varias duvidas, pois na historia a outros nomes que são citados como
tal, que nós vamos ver alguns a seguir.
Outro
nome muito creditado pelo foto é o de Christiaan Huygens, cientista holandês. Christiaan
já estava familiarizado com algumas técnicas de projeção, possuía uma edição do
ano de 1645, da obra de Athanasius Kircher. Um dos amigos de seu pai, conhecido
como Cornelis Drebbel, realizava apresentações com algumas técnicas ópticas não
identificadas, tidas como magicas. Esse mesmo amigo Cornelis Drebbel havia
presentado Christiaan, como uma câmera Obscura alguns anos antes, mais o menos
em 1622.
Acreditam-se
que Christiaan tenha começado a trabalhar em seu projeto no ano de 1659, pois
foram achados alguns esboços e textos referentes em uma pasta de documentos do
mesmo ano. Os textos descreviam apresentações com lentes convexas e com o
auxilio de uma lâmpada, enquanto os esboços mostravam uma sequencia de um
esqueleto removendo o crânio. Apesar do avanço, a indícios que Christiaan tenha
ficado desapontado com seu trabalho. A uma cartada datada de 1962, de
Chiristiaan para seu irmão Lodewijk, cita seu projeto como “uma bagunça”, além
de demonstra certo preocupação com a imagem da família, no caso de alguém
viesse a suspeita que o invento era dele. Mesmo a contra gosto Christiaan havia
enviado um dos projetes para seu pai Constantijn. Foi uma terrível surpresa
quando Christiann descobriu que seu pai pretendia expor sua invenção perante a
corte de Luís XIV, numa apresentação no Louvre. Christiaan em desespero apelou
para seu irmão, pedindo para sabotar a lanterna. Apesar no aparente desgosto,
acredita-se que Christiaan tenha mostrado sua invenção para varias pessoas,
pois em 1661 Christian começou a se corresponder com um fabricante de
instrumentos óticos londrino Richard Reeve. Não demorou para Richard inicia a
fabricação e a venda desses aparelhos, chegando até a fazer uma apresentação em
sua loja em 17 de maio de 1663.
Em 1664,
Pierre Petit um engenheiro parisiense escreveu para Christian, pedindo
especificações da lanterna, logo desejava fazer uma para si, após ter visto uma
das lanternas de Thomas Rasmussen.
No
inicio Christiaan não usava termo Lanterna Magica para o seu invento, se
referia ao mesmo apenas como "la lampe" e "la lanterne",
alguns anos mais tarde, beirando os últimos anos de sua vida, que Christiaan
começou a utiliza-se do famoso apelido, até fez um novo esboço em 1694,
acrescentando mais um lente ao projeto.
Thomas
Rasmussen Walgensten é outro nome relacionado com a lanterna magica. Thomas
Rasmussen um matemático de Gotland, de origem dinamarquesa e a registros que
tenha estudado na Universidade de Leiden
em 1657–58. É possível que Thomas Rasmussen tenha conhecido Christiaan Huygens
nesse período na universidade ou em outras ocasiões, a hipótese é que Thomas
pode ter aprendido algo sobre a lanterna nesses encontros ou não, com tudo
correspondências entre ambos são de conhecimento geral desde 1667. E pelo que
consta Thomas Rasmussen demostrou publicamente a Lanterna Magica de 1654 até
1670, em lugares como Paris (1664), Lyon (1665), Roma (1665–1666) e Copenhague
(1670).
Pelo que
parece Athanasius Kircher ficou sabendo as andanças de Thomas Rasmussen e de
seu aparente sucesso com sua lanterna magica,
"vendeu
tais lanternas a diferentes príncipes italianos em tal quantidade que agora
elas são itens quase do dia a dia em Roma", Athanasius Kircher em 1671.
Ainda em
1671 Kicher incluiu a lanterna Magica de Thomas na segunda edição de seu livro,
que foi amplamente circulado. Kicher acreditava que Thomas havia consigo
inspiração para o seu projeto na primeira edição de “Magia Naturalis Libri”, na
qual teria aperfeiçoado suas ideias.
Além dos
três nomes citados anteriormente, também podemos destaca uma tradição de
fabricação de lanternas magicas no sul da Alemanha, essas lanternas eram de
corpo cilindro horizontal, enquanto as de Rasmussen e provavelmente as de
Christiaan possuíam corpos na vertical. A tradição parece data desde o ano de
1671, no entanto a outros argumentos que apontam para anos anteriores. Com a
chegada de um fabricante de instrumentos chamado de Johann Franz Griendel á
cidade de Nuremberg, que Johan Zahn identificou como um centros de produção de
lanternas magicas em 1686. Griendel
foi apontado como o inventor da lanterna mágica por Johann Christoph Kohlhans
em uma publicação de 1677.
O no
Inicio a lanterna foi muito usada para assustar e entreter com imagens
fantasmagóricas e imaginarias, As sessões eram bem elaboradas com fumaça, sons
e outros subterfúgios para deixar a plateia em alvoroço. Em 1730 o uso da
lanterna magica começou a se torna mais amplo quando artísticas itinerantes,
ilusionistas e contadores de história passaram a se utiliza da lanterna para
deixar seus repertórios mais elaborados. François Dominique Séraphin, na década
de 1770 usava o invento para apresentar suas "Ombres Chinoises"
(sombras chinesas), uma forma de teatro de sombras. Já o escocês Henry Moyes,
em suas palestras pela América em 1758-56, sugeriu que todos os laboratórios
universitários tivessem uma. Outro nome que ajudou a difundi o uso da lanterna
magica em matéria de ensino foi à escritora e educadora francesa Stéphanie
Félicité, condessa de Genlis, que usava a lanterna para projetar imagens de
plantas em suas aulas de botânica. Seus métodos de ensino foram muito
celebrados, ganhando até publicações na América, com traduções para o inglês. E
em 1814 e 1815 Moses Holden, construiu um tipo de lanterna magica para ilustrar
suas aulas de astronomia.
No ano
de 1821, após a morte de Philip Carpenter, a empresa londrina se tornou Carpenter
and Westley, passou a fabricar uma lanterna "Phantasmagoria" robusta,
porém leve e portátil, com uma lâmpada estilo Argand. Esse modelo possuía
projeções de alta qualidade e era muito indicado para salas de aula. A
companhia também desenvolveu um processo dito como “ secreto” de impressão/gravação
em placas de cobre para produzir em massa slides de vidro para lanterna mágica
com contornos impressos, que eram então pintados à mão de forma fácil e rápida,
prontos para venda. Estes "slides de placa de cobre" continham três
ou quatro imagens circulares muito detalhadas de quatro polegadas, montadas em
molduras finas de madeira dura. O primeiro conjunto a ficar conhecido foi Os
Elementos de Zoologia, tornou-se disponível em 1823, com mais de 200 imagens em
56 molduras de figuras zoológicas, classificadas de acordo com o sistema do
cientista sueco Carl Linnaeus. No mesmo ano, muitos outros slides apareceram no
catálogo da empresa.
Podemos
de dizer que a lanterna Magica foi predecessor das animações e dos projetores
de Slides. A base de seu funcionamento constituía em projetar a imagem, que
normalmente, eram pintadas em placas de vidro ou celuloide, e clichê, com uma
fonte de luz que podia ser uma vela ou uma lanterna a óleo. Os raios luminosos
eram concentrados pelo sistema de lentes convergentes, que constituía o
condensador posto sobre o clichê, o qual está montado o chassi. A objetiva armada
no interior do cone de projeção e em frente ao clichê, projetava em o desenho
num tela branca ou em uma parede, com tudo devesse ter cuidado de colocar a
imagem invertida, afim de que a mesma aparece em sua posição normal ao ser
projetada.
As
animações obtidas eram bem simples, a ilusão do movimento era criada
alternando-se as imagens em varias fases de movimento, que juntas davam a
impressão de movimento, porem não muito gradual, nessas animações, geralmente,
eram produzidas apenas dois slides de vidro projetados juntos — um com a parte
estacionária da imagem e o outro com a parte que podia ser posta em movimento
manualmente ou por um mecanismo bem singelo. Essas limitações foram muito
favoráveis para a criações de cenas repetitivas, como pás de moinho girando,
crianças em gangorras e entre outras, no entanto era possível exibir essas
cenas em velocidades diversas. Outra técnica que era muito utilizada era comparável
ao efeito de uma câmera panorâmica, utiliza um slide longo que é simplesmente
puxado lentamente através da lanterna e geralmente mostra uma paisagem, às
vezes com várias fases de uma história dentro do pano de fundo contínuo.
A ilusão
de movimento dado a Persistência da Imagem da retina é um fenômeno ótico já era
conhecido na época de Ptolomeu e foi muito estudado ao longo dos anos. O
fenômeno diz que nossos olhos continuam a ver uma imagem durante alguns
instantes, mesmo depois da imagem ter sido coberta ou retirada, como essa visão
permanece na retina por uma fração de mais o menos 1/16 segundos, se vermos um
serie de imagens com movimentos sucessivos exibidas a uma certa velocidade,
então teremos a ilusão de um movimento continuo.
Em 1824,
Peter Roget sugeriu a possiblidade de usar esse fenômeno para a produção de
imagens animada, o que levou muitos estudiosos desenvolverem invenções baseados
em ilusões de ótica, podendo citar o Estroboscópio, Fenascistoscópio ou disco
Magico como alguns conheciam. O que tudo indica foi inventado por Simon Ritter
Von Stampfer nascido na Áustria. O disco Magico como o próprio apelido já diz
era em formato arredondado divido em setores, onde eram desenhados fases
sucessivas de uma ação, abastava girar o disco rapidamente o observar por uma
fresta longitudinal, que concentrava o campo de visão em só um ponto, animações
de pessoas ou animais em movimento, tanto o Fenaquistiscopio quanto o Zootrópio
eram aparelhos semelhantes.
Como a
analise do movimento e movimento já praticamente conquistados, faltava agora
obter o registro do movimento e esse passo se deu com o invento da fotografia que
ocorreu no ano 1822, realizada por Joseph Necéphore Niepce. Sendo a primeira
fotografia conhecida e registrada da historia, contudo a fotografia também passou
por um longo período e aperfeiçoamento para que chegasse ao modo que conhecemos
como fotografia comum e para que pudesse ser utilizada como um dos fundamentos
para criação da sétima arte. Eu vou deixar o link no final, com postagem do
resumo da historia sobre a criação da fotografia. A gora voltando ao tema de
hoje.
No ano
de 1832, o físico belga Joseph Plateau, concretizou a “recomposição” do
movimento, numa aparelho que batizou de “Phenaskistoscope”.
E em
1860 foi construído o Cinematoscópio pelo América Coleman Sellers, no intuído
de substituir desenhos animados por fotografias.
Outro americano
a tentar anima imagens fotográficas foi Hely. Ele tirou fotos sucessivas de
alguns movimentos e tentou anima-las utilizando para essa experiência a
lanterna Magica, porem esse experimento não foi tão bem sucedido como Hely
esperava.
Em 1872
o fotógrafo Edward Muybridge, queria responder uma dúvida pertinente.
"
Os cavalos tiram todas as patas do chão quando galopam? "
No
entanto para Edward resolve essa questão ele precisou de um plano elaborado. E
esse plano consistia em colocar 24 câmeras enfileiradas uma ao lado da outra
com espaços regulares, e cada uma foi equipada com fios que foram estendidos na
parte da frente, no intuito era fazer o cavalo esbara em cada um dos fios ao
passar, acionando o disparo das câmeras desse modo. Conseguindo a proeza, as
imagens sucessivas foram coladas em uma fita e projetadas rapidamente,
solucionado a duvida de vez.
Apesar
dos últimos acontecimentos, podemos dizer foi apenas em 1888 que a corrida para
a conquista do cinema como hoje é conhecido começou. Nesse ano o americano Estaman achou solução para agiliza o processo do registro
fotográfico, Estaman fez película transparente e sensível, que posteriormente
seria chamada de filme, se utilizando de nitrocelulose, um composto químico,
altamente inflamável, mas totalmente eficiente para o propósito de seu
inventor. Com essa descoberta foi possível enrolar esse filme num tubo para
tomadas rápidas e instantâneas.
Em 1891
William Kennedy e Laurie Dickson, engenheiro chefe da companhia Thomas Edison
inventou o cinescópio, adotando película de filme, porem Thomas Edison que
ficou conhecido como o inventor do aparelho.
O
Cinescópio funcionava na base de movimentação, com um rolo interno na qual
podia ser movido manualmente ou com o auxilio de um motor, que quando
movimentado o rolo exibia milhares de imagens reunidas numa película,
exatamente 48 imagens por segundo. Porem essa invenção apresentava dois grandes
problemas, os filmes ainda não podiam ser exibidos em uma tela e tinham que ser
assistidos dentro do Cinescópio por uma lente ocular, que na maioria das vezes
funcionava na cobrança de moedas, igual um caça niques, outro problema era a rapidez que as imagens sucediam e se fundiam, dando um ar artificial ao movimento.
Não
demorou a Émile Reynaud aperfeiçoar o Zootrópio e desenvolver o Proxinoscópio,
criando assim um espetáculo que ficaria conhecido como Teatro Óptico, lugar
onde eram apresentados filmes para um publico de até 500 pessoas. Reynaud
utilizava fitas com 500 a 700 para produzir seus curtas, que eram perfurados e
acompanhados por uma trilha sonora instrumental, compostas especialmente para a
ocasião e compostas, geralmente, por Gaston Poulin. Entre alguns títulos
produzidos podes destacar:
- Pauvre
Pierrpt (Pobre Pierrô).
- Autour
d´une Cabine (Ao redor de uma Cadeira).
Como
podemos ver Reynaud foi um dois primeiros que se tem noticia, a apresentar uma
sensação de filmes curtos para uma plateia, que se não era igual, era muito
semelhante ao seria vim ser uma sessão de cinema posteriormente. No entanto o
credito pela invenção do cinema ficou nas mãos de Louis e Auguste Lumiére. Que
no dia 28 de Dezembro de 1895, em París, no subsolo do café “Salon Indien”, no “Boulevard
des Capucine”, apresentaram sua mais nova invenção o Cinematógrafo (do qual se
derivou a palavra Cinema), para uma plateia de 35 pessoas ao preço de um franco
por entrada para cada espectador. E o publico pode contemplar um dos primeiros
filmes dos irmãos Lumiére,A saída dos operários da fabrica Lumiére" E mais
tarde um dos seus mais famosos "A saída de um trem da estação"
Causando grande pânico na na estreia,
pois a plateia pensou se tratar realmente de um trem em movimento, pois não
estavam habituados a tais experiências. E o evento ficou marcado como a
primeira sessão de cinema da historia, igual como conhecemos hoje, porem com
tecnologia e visão da época. Os irmãos Lumiére patentearam sua invenção ficando
reconhecidos como pais do cinema.
O
cinematógrafo foi projetado para ser um aparelho de tomadas de cena e projeção,
com a sua mecânica especial podia ser feito 16 imagens por segundo e depois
projeta-las a 1-16 por segundo, obtendo dessa forma a impressão de um movimento
continuo.
E nessa
jordana continua que percorreu épocas, lugares e mentes, com tentativas, erros
e aperfeiçoamentos, cada novo invento e estudo foram responsáveis por criar
pilastras e base para consolidar a jornada do cinema e sua criação.
Bem, por
hoje fico por aqui. Foi um prazer está com vocês em mais uma viagem pelo tempo, desejo está com vocês em breve espero muito que tenham gostando. Fiquem a vontade
para comentar, perguntar e compartilhar. Desculpem-me por qualquer erro ou
equivoco, tanto nas informações historicas ou como na parte da gramatica. Uma ótima
semana a todos(as).









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