Uma pequena jordana pelo increvel mundo da Fotografia.

 


Desde os primórdios a humanidade sempre teve a necessidade de fazer registros, de cenas do cotidiano, de fatos históricos ou do que achasse belo, interessante ou curioso, podemos observar isso ao longo da historia. Com os desenhos na pré-história, depois com a invenção da escrita, a evolução da pintura e da musica. Porem até certo período na historia do nosso globo, muitas tentativas haviam sido feitas para obtenção de um registro real e realista de um objeto, uma paisagem, uma pessoa e assim por diante. O que hoje chamamos de fotografia, já era algo sonhado a ser alcançado há muitos anos atrás. Nesse tópico vamos falar um pouco sobre a historia da fotografia.

Antes de iniciamos é importante ressaltar que mesmo que um ou outro inventor tenha ficado conhecido pelo invento da fotografia, foi conjunto de varias personalidade que se dedicaram a estudar e a observar a luz e a reação de alguns compostos químicos sobre na mesma, que resultou na criação do que conhecemos por foto.

 


Nosso primeiro ponto de referencia na historia da fotografa se dá por a câmera Obscura, que mesmo não sendo uma câmera propriamente dita, foi usado como objeto de inspiração para o invento das primeiras câmeras fotográficas, explicando de um modo bem singelo é um aparelho óptico, no formato de uma caixa, que utilizasse da luz para projetar uma imagem invertida de uma cena externa em uma superfície oposta a um pequeno orifício. O aparelho foi usando por vários artistas para se obter com maior precisão na hora de desenhar objetos ou paisagens. O primeiro registro que se tem sobre a câmera obscura é de um texto chinês datado do século V a. C, denominado de “ Mozi”. Temos citações na Grécia antiga por Aristóteles e também foi utilizada por Leonardo da Vince entre outros.

 


Partindo desse ponto podemos citar demais experiências e observações da luz e seus variados efeitos. Por volta do século X , Alhaken Basora, originário da Arábia, notou as essências dos desenhos que se projetavam na interior da sua tenda transpassada pela luz solar.

No ano de 1525 a técnica de escurecimento dos sais de prata já era algo bastante conhecido. O químico italiano Ângelo Sala, em 1604 descobriu que alguns compostos também de prata se oxidavam quando expostos a luz solar.

 Porem 1727 foi verificado por J.H Schulze que o escurecimento dos sais de prata se dava partir da luz e não do calor como pensado inicialmente.

Com essa nova aquisição K.W Scheele em 1777, começou uma serie de estudos que permitiu em 1802, Thomas Wedgwood fazer experiências dom cloreto de prata sobre papel e couro.

No mesmo ano A. Senefelder apresentou em Paris uma nova técnica de reprodução de imagens a litografia. Que consistia na criação de desenhos sobre uma superfície, sendo a pedra calcaria mais utilizada, por um lápis gorduroso, fazendo assim a repulsão da água e do óleo. Litografia pode ser interpretada com a “Pedra Escrita”.



Joseph Nicéphore Niepce se interessou muito pela litografia e começou a pesquisar tipos de pedras que poderiam ser usadas nessa técnica. Com ajuda de seu filho Isidoro e posteriormente de seu irmão Claude, fizeram um grande avanço nesse meio. Um tempo depois começaram a fazer teste do cloreto de prata no papel para reproduzir imagens, as tentativas tiveram muito êxito e em 1822 Joseph Necéphore Niepce realizou uma nova tentativa, dessa vez se utilizando de verniz de Asfalto ( betume da Judeia),  que aplicou juntamente com uma mistura de óleo numa placa de vidro, conseguindo assim após 8 horas de exposição a primeira fotografia mundialmente conhecida e  registrada na historia. A imagem remete uma das vista de uma das janelas em seu local de trabalho localizado em Sant Loup de Verenne,s na França.

No entanto J. Niepce ficou insatisfeito com o seu êxito, declarando que essa técnica heliográfica (como havia chamado), não era muito adequada em suas expectativas para o que viria a ser a fotografia comum.



Em 1835, outra descoberta foi feita, dessa vez por Louis Daguerre. Após um período de trabalho, Louis apanhou seus equipamentos para guarda-los, incluindo uma chapa revestida com prata e sensibilizada com iodeto de prata, que mesmo depois de exposta a luz, não representava sequer sinais de uma possível imagem, que Louis colocou em um de seus armários, decepcionado. E na manhã seguinte uma surpresa, a imagem estava completamente revelada. O fato fez com que se criasse um mito sobre o elemento revelador. Vapor de mercúrio, dando-se por causa de um termômetro quebrado. 

Dois anos depois do ocorrido, Louis Daguerre já havia se especializado no processo e criado uma padronização com chapas de cobre sensibilizadas com prata e tratadas com vapores de iodo, depois eram exposta a ação do mercúrio aquecido obtendo assim as imagens reveladas, e para finaliza as chapas eram submergidas em solução aquecida com sal de cozinha, para que ficassem inalteradas. Embora a conquista, os primeiros daguerreotipo eram bem limitados, a imagem além de ser invertida era de baixa qualidade, sem muito contraste tonal e o tempo de exposição ainda era demorado, sendo necessário mais o menos 30 minutos. Ciente de tais problemas, outros estudos e tentativas foram feitos, nesse ritmo algumas melhorias não tardaram a chegarem. A sensibilidade da chapa foi ampliada, foi usado para esse efeito brometo de prata que funcionou também com um acelerador. A inversão da imagem foi ajustada, com a inclusão de prisma á objetiva. E uma novidade foi o ouro, que foi incorporado no processo de fixação, dando um tom de violáceo escuro ao que antes era um brilho metálico.



Enquanto Daguerre avançava em suas pesquisas, Josef Petzval também dava suas contribuições para a evolução da era fotográfica. Josef era um húngaro radicado em Viena, segundo historiadores e no ano de 1830 fabricou uma nova lente dupla (cromática), produzida a partir de componentes distintos, com uma abertura de f 3.6, que permitia uma velocidade trinta vezes mais rápida do que as lentes Chevalier, normalmente usadas. E com essa mudança foi possível reduzir o tempo de exposição em solenes quatro minutos.

Em Julho de 1839, Louis Daguerre vendeu sua invenção, batizada de daguerreotipo, ao governo francês, recendo em troca uma pensão vitalícia de 6. 000 francos. E em 19 de Agosto do mesmo ano essa técnica de Daguerre juntamente com outras, foram apresentadas aos membros da Academia de Ciências e da Academia de Belas artes, marcado para alguns como o inicio do da revolução fotográfica.



Se Louis Daguerre e Joseph Necéphore Niepce ficaram conhecidos como os primeiros a inventar a fotografia, foi Fox Talbot que criou o primeiro sistema simples para um número indeterminado de copias, se utilizado para isso uma chapa exposta. Esse foi um grande passo para o desenvolvimento do que viria ser um novo meio de comunicação.

““Sinto alegria em ser o primeiro a cruzar montanhas”, escreveu Talbot no prefacio de “ The pencel of Nature”, onde fez um relato de suas vitorias.



William Henry Fox Talbot era cientista, poliglota e ex-membro do parlamento inglês. Suas pesquisas sobre fotografia começaram em 1833 e poucos meses depois já havia conseguido desenvolver negativos minúsculos, com o tempo de 30 minutos de exposição, em maquinas de fabricação local, na qual sua esposa as descrevias como ratoneiras. Só em 1840, após o lançamento dos daguerreotipo, que Talbot conseguiu fazer um processo tangível, reduziu o tempo de exposição para um minuto, usando iodeto de prata, e inventou o sistema de copias, falado anteriormente. Talbot era um pouco mais flexível, em relação à Daguerre, e permitia que pelos menos amadores e cientistas usassem livremente seus processos. No entanto, apesar do apelo do publico isso não impediu que Talbot perdesse um processo judicial por causa de patentes. Em 1852, um fotografo de Londres, Laroche fez uma acusação, afirmando que os processos químicos do calótipo e o novo processo de colódio úmido, seriam em base os mesmos.

Independente se eram os mesmo ou não em 19851 Frederick Archer inventou o processo do colódio úmido, esse processo era revestido de uma chapa de vidro com uma solução de nitrato de celulose, onde havia um iodeto solúvel  e sua sensibilidade se dava pelo nitrato de prata. A chapa era umedecida antes de ser exposta na maquina fotográfica, depois era revelada com pirogalo ou com sal ferroso.

Esse processo possuía seus pros e seus contras, era flexível, embora complexo, no entanto garantia bons resultados e acabou por ajudar no desenvolvimento da fotografia temática, onde podemos destacar dois pioneiros Roger Fenton, com seus registros do guerra da Crimeia e Mathews Brady com fotos da guerra da secessão nos estados unidos.

Outro ponto que pode ter colaborado na criação da fotografia temática, foi a queda da popularidade daguerreotipo, pôs além de os mesmo terem se tornado obsoletos, esse novo processo era mais acessível e possibilitava a obtenção de copias sem maiores problemas.



O tempo e a evolução são inevitáveis e no final de 1870, o processo da chapa úmida ficou obsoleto. No ano seguinte um medico inglês, Richard Leach Moddox apresentou um novo invento, um chapa manipulável, e para manter o brometo de prata em seu devido lugar Richard teve a ideia de usar uma espécie de gelatina. Dois anos depois essa emulsão gelatinosa já era comercializada em grande escala. Em 1877 você podia comprar placa de grande sensibilidade, embalada em caixas e prontas para serem usadas. Com essa descoberta já não era necessário untar as chapas entes da exposição ou revela-las imediatamente.

Esse processo se mostrou bem funcional, contudo ainda haviam algumas atualizações a serem feitas para que a fotografia se tornasse mais eficaz e dinâmica. Os próximos lançados tentaram se idealizar desse pensamento. Os novos dispositivos eram bem rápidos, o suficiente para registros em movimento e para isso as câmeras necessitavam de obturador instantâneo. Essa nova habilidade pedia um tamanho mais compacto e fácil de ser transportada, a demanda foi atendida e logo câmeras de todos os tamanhos e formatos conquistavam o mercado.

Foi pensado na utilização do papel de brometo, essa ideia agilizou as aplicações, agora maquinas compactas, com medidas que variavam desde 12,70 x 10,16 centímetros se tornaram febre na Grã- Bretanha e América do Norte, na Europa contudo era mais preferível uma de 12 x9 centímetros.    

Começavam uma nova geração de maquinas fotográficas cada vez mais leves, rápidas e de fácil manuseio.



Para esse resultado ser alcançado as chapas de vidro tiveram que ser substituídas por películas flexíveis ou filmes recortados e esse avanço acabou por criar outra. Em 1875 surgiu Warnerck, um novo modelo de câmera, maquina dobrável, com filme em rolo, com trilho único.

Se o invento da fotografia como você pode ver foi um conjunto de varias mentes, o reconhecimento por tornar essa pratica acessível ao publico em geral é por muitos, atribuída a George Eastman. Tudo começou em 1877, George na época tinha 23 anos e trabalha como funcionário de um banco em Rochester, NOVA YORK, quando começou a se interessar pela técnica fotográfica. Um dia comprou o equipamento necessário para o processo do colódio úmido e procurou um profissional para ensina-lhe o oficio.



George, no entanto se sentiu insatisfeito, achava todo aquele processo confuso demais, além de dispendioso. Uma solução veio apos de ler um artigo no British Journal of Photograpy, sobre a emulsão de gelatina sensível e George decidiu experimentar.

O experimento foi aprovado, deixando George cada vez mais interessado pelo novo movimento, tanto que em 1980 George já  havia começado a fabricar e vender sua própria produção. Os negócios estavam indo tão bem, que no ano seguinte George deixou o emprego no banco e abriu sua própria companhia fotográfica, que deu o nome de Eastman Dry Plate Company.

Em 1884, William H. Walker, um fabricante de maquinas fotográficas se juntou a sua companhia, a que tudo indica se deram muito bem, e logo essa parceria deu frutos, juntos eles inventaram um acessório, um chassi, que encerrava o rolo de papel montado sobre a base protetora e era suficiente para 24 exposições, e além de poder ser encaixado em qualquer câmera padrão, para fotos em chapa.



Porem George ainda não havia alcançado tudo que queria, seu sonho era lançar um sistema fotográfico, bem simples e resumido, porem de qualidade, onde uma pessoa apenas tirasse uma foto e nada, além disso.

Foram necessários algumas tentativas, algumas com relativo sucesso, antes que George atingisse seu tão sonhado objetivo.

Isso se deu no ano de 1988, quando George apresentou uma pequena câmera, de apenas 9,2x 7,9 x 16,5 centímetros, batizada de Kodak, um nome que veria a ser mundialmente conhecido. A câmera possuía um chassi completo que encerrava um rolo de filme com aproximadamente 6,35 centímetros. A Kodak era capaz de produzir cem exposições circulares. O obturador clinico era armado por um cordão e disparado por meio de um botão, o filme era transportado quando se girava o pino e a maquina tinha apenas um velocidade de 1/25 segundo, com uma abertura e uma objetiva retilínea de foco fixo.



“ Seu uso dispensa estudos preliminares, laboratórios ou produtos químicos “, George fez questão de deixar claro, incluído frases como esta no manual de instruções. Agora definitivamente o fotografo devia apenas bater uma chapa, uma foto. 

A companhia Eastman oferecia serviço complementar de todo o processamento, o dono da câmera só tinha que enviar a mesma para a fabrica e ela voltada completamente carregada com e com cem copias montadas em cartão.

Com o slogan de “ você aperta um botão e nós fazemos o resto”. O preço de uma Kodak era de 25 dólares na América do Norte e 10 guinéus na Grã-Bretanha, o serviço extra girava em torno de 10 dólares e 2 guinéus.  

O sucesso foi estrondoso, o slogan era pronunciado no mundo todo. O autor Watt Brummitt, tenta explica o porquê isso aconteceu, primeiro era fácil de ser memoriada, segundo por ser simplesmente verdade. Nasceu assim a fotografia moderna.

Após o lançamento da Kodak outras invenções começaram a surgir, seguindo o mesmo conceito. No entanto George Eastman estava preocupado, com os altos custos do processamento do filme descartáveis. Um dos químicos de sua companhia, Henry M. Reichenbach tentou melhorar o espesso celuloide, até então disponível sob a forma de filme plano, queria encontrar um material tão flexível quanto o papel e com transparência da mesma intensidade do que o vidro. E foi só em 1889 essa meta foi atingida, e sem delongas começou-se a fabricação de filmes em celuloide transparente tanto para a Kodak tanto para outras maquinas de filmes de rolo.

No ano de 1890 a companhia Eastman já possuía cinco modelos, sendo dois deles dobrados, porem todos se utilização de filmes em rolo. Apesar dos progressos, George Eastman ainda continuava com sua busca para reduzir os custos de produção. Em 1895, foi lançado o filme em cartucho, que solucionou boa parte dos problemas. A Kodak de bolsou começou a ser vendida por 1 guinéu ou  5 dólares, esse modelo bem pequeno, com dimensões de 5,7x 5,7 x 5,7x centímetros, capaz de tirar doze fotografias de 3,80 x 6,35 centímetros. No entanto por volta de 1897 foi lançado outro modelo, que oferecia imagens com dimensões maiores.

Eastman pensando em milhares de pessoas com baixo poder aquisitivo, foi mais longe e sua companhia estava prestes a lançar um novo modelo. Idealizado por Frank A. Brownell em 1900, porem recebeu o nome baseado em um personagem de quadrinhos, do autor Palmer Cox, a Brownie, tento por muito a câmera mais celebre da historia, produzida com um sistema bem mais simples, no tanto com qualidade, nas dimensões de 6x 6 centímetros e com filme de rolo em cartucho e o preço fixo de 5 xelins ou 1 dólar apenas. 


 
 

Agora Sim, Eastman havia conseguido transforma o seu sonho em realidade, colocar a fotografia no alcance de todos.

“ Agora qualquer moleque pode ter uma Brownie” e “ Um instantâneo se tornou tão corriqueiro como uma caixa de fosfora”, disse o fotografo Alvin Lagdon Coburn.

 

 

 Chegamos ao fim da nossa peuqena jordana. Espero muito que tenham gostado e achado interessante. Talvez num outro momento possa fazer uma outra postagem com curiosidades sobre a fotografia, para complementar o nosso assunto de hoje. Quero agradecer a todos que fcaram até aqui, que compartilharam. Se quiser comentar alguma coisa fique avontade, muito obrigada por tudo. E me perdoe por qualquer coisa, por algum equivoco ou algum erro de escrita. Uma otima semana, um otimo mês. Até logo.....

 

 

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