Uma pequena jordana pelo increvel mundo da Fotografia.

 


Desde os primórdios a humanidade sempre teve a necessidade de fazer registros, de cenas do cotidiano, de fatos históricos ou do que achasse belo, interessante ou curioso, podemos observar isso ao longo da historia. Com os desenhos na pré-história, depois com a invenção da escrita, a evolução da pintura e da musica. Porem até certo período na historia do nosso globo, muitas tentativas haviam sido feitas para obtenção de um registro real e realista de um objeto, uma paisagem, uma pessoa e assim por diante. O que hoje chamamos de fotografia, já era algo sonhado a ser alcançado há muitos anos atrás. Nesse tópico vamos falar um pouco sobre a historia da fotografia.

Antes de iniciamos é importante ressaltar que mesmo que um ou outro inventor tenha ficado conhecido pelo invento da fotografia, foi conjunto de varias personalidade que se dedicaram a estudar e a observar a luz e a reação de alguns compostos químicos sobre na mesma, que resultou na criação do que conhecemos por foto.

 


Nosso primeiro ponto de referencia na historia da fotografa se dá por a câmera Obscura, que mesmo não sendo uma câmera propriamente dita, foi usado como objeto de inspiração para o invento das primeiras câmeras fotográficas, explicando de um modo bem singelo é um aparelho óptico, no formato de uma caixa, que utilizasse da luz para projetar uma imagem invertida de uma cena externa em uma superfície oposta a um pequeno orifício. O aparelho foi usando por vários artistas para se obter com maior precisão na hora de desenhar objetos ou paisagens. O primeiro registro que se tem sobre a câmera obscura é de um texto chinês datado do século V a. C, denominado de “ Mozi”. Temos citações na Grécia antiga por Aristóteles e também foi utilizada por Leonardo da Vince entre outros.

 


Partindo desse ponto podemos citar demais experiências e observações da luz e seus variados efeitos. Por volta do século X , Alhaken Basora, originário da Arábia, notou as essências dos desenhos que se projetavam na interior da sua tenda transpassada pela luz solar.

No ano de 1525 a técnica de escurecimento dos sais de prata já era algo bastante conhecido. O químico italiano Ângelo Sala, em 1604 descobriu que alguns compostos também de prata se oxidavam quando expostos a luz solar.

 Porem 1727 foi verificado por J.H Schulze que o escurecimento dos sais de prata se dava partir da luz e não do calor como pensado inicialmente.

Com essa nova aquisição K.W Scheele em 1777, começou uma serie de estudos que permitiu em 1802, Thomas Wedgwood fazer experiências dom cloreto de prata sobre papel e couro.

No mesmo ano A. Senefelder apresentou em Paris uma nova técnica de reprodução de imagens a litografia. Que consistia na criação de desenhos sobre uma superfície, sendo a pedra calcaria mais utilizada, por um lápis gorduroso, fazendo assim a repulsão da água e do óleo. Litografia pode ser interpretada com a “Pedra Escrita”.



Joseph Nicéphore Niepce se interessou muito pela litografia e começou a pesquisar tipos de pedras que poderiam ser usadas nessa técnica. Com ajuda de seu filho Isidoro e posteriormente de seu irmão Claude, fizeram um grande avanço nesse meio. Um tempo depois começaram a fazer teste do cloreto de prata no papel para reproduzir imagens, as tentativas tiveram muito êxito e em 1822 Joseph Necéphore Niepce realizou uma nova tentativa, dessa vez se utilizando de verniz de Asfalto ( betume da Judeia),  que aplicou juntamente com uma mistura de óleo numa placa de vidro, conseguindo assim após 8 horas de exposição a primeira fotografia mundialmente conhecida e  registrada na historia. A imagem remete uma das vista de uma das janelas em seu local de trabalho localizado em Sant Loup de Verenne,s na França.

No entanto J. Niepce ficou insatisfeito com o seu êxito, declarando que essa técnica heliográfica (como havia chamado), não era muito adequada em suas expectativas para o que viria a ser a fotografia comum.



Em 1835, outra descoberta foi feita, dessa vez por Louis Daguerre. Após um período de trabalho, Louis apanhou seus equipamentos para guarda-los, incluindo uma chapa revestida com prata e sensibilizada com iodeto de prata, que mesmo depois de exposta a luz, não representava sequer sinais de uma possível imagem, que Louis colocou em um de seus armários, decepcionado. E na manhã seguinte uma surpresa, a imagem estava completamente revelada. O fato fez com que se criasse um mito sobre o elemento revelador. Vapor de mercúrio, dando-se por causa de um termômetro quebrado. 

Dois anos depois do ocorrido, Louis Daguerre já havia se especializado no processo e criado uma padronização com chapas de cobre sensibilizadas com prata e tratadas com vapores de iodo, depois eram exposta a ação do mercúrio aquecido obtendo assim as imagens reveladas, e para finaliza as chapas eram submergidas em solução aquecida com sal de cozinha, para que ficassem inalteradas. Embora a conquista, os primeiros daguerreotipo eram bem limitados, a imagem além de ser invertida era de baixa qualidade, sem muito contraste tonal e o tempo de exposição ainda era demorado, sendo necessário mais o menos 30 minutos. Ciente de tais problemas, outros estudos e tentativas foram feitos, nesse ritmo algumas melhorias não tardaram a chegarem. A sensibilidade da chapa foi ampliada, foi usado para esse efeito brometo de prata que funcionou também com um acelerador. A inversão da imagem foi ajustada, com a inclusão de prisma á objetiva. E uma novidade foi o ouro, que foi incorporado no processo de fixação, dando um tom de violáceo escuro ao que antes era um brilho metálico.



Enquanto Daguerre avançava em suas pesquisas, Josef Petzval também dava suas contribuições para a evolução da era fotográfica. Josef era um húngaro radicado em Viena, segundo historiadores e no ano de 1830 fabricou uma nova lente dupla (cromática), produzida a partir de componentes distintos, com uma abertura de f 3.6, que permitia uma velocidade trinta vezes mais rápida do que as lentes Chevalier, normalmente usadas. E com essa mudança foi possível reduzir o tempo de exposição em solenes quatro minutos.

Em Julho de 1839, Louis Daguerre vendeu sua invenção, batizada de daguerreotipo, ao governo francês, recendo em troca uma pensão vitalícia de 6. 000 francos. E em 19 de Agosto do mesmo ano essa técnica de Daguerre juntamente com outras, foram apresentadas aos membros da Academia de Ciências e da Academia de Belas artes, marcado para alguns como o inicio do da revolução fotográfica.



Se Louis Daguerre e Joseph Necéphore Niepce ficaram conhecidos como os primeiros a inventar a fotografia, foi Fox Talbot que criou o primeiro sistema simples para um número indeterminado de copias, se utilizado para isso uma chapa exposta. Esse foi um grande passo para o desenvolvimento do que viria ser um novo meio de comunicação.

““Sinto alegria em ser o primeiro a cruzar montanhas”, escreveu Talbot no prefacio de “ The pencel of Nature”, onde fez um relato de suas vitorias.



William Henry Fox Talbot era cientista, poliglota e ex-membro do parlamento inglês. Suas pesquisas sobre fotografia começaram em 1833 e poucos meses depois já havia conseguido desenvolver negativos minúsculos, com o tempo de 30 minutos de exposição, em maquinas de fabricação local, na qual sua esposa as descrevias como ratoneiras. Só em 1840, após o lançamento dos daguerreotipo, que Talbot conseguiu fazer um processo tangível, reduziu o tempo de exposição para um minuto, usando iodeto de prata, e inventou o sistema de copias, falado anteriormente. Talbot era um pouco mais flexível, em relação à Daguerre, e permitia que pelos menos amadores e cientistas usassem livremente seus processos. No entanto, apesar do apelo do publico isso não impediu que Talbot perdesse um processo judicial por causa de patentes. Em 1852, um fotografo de Londres, Laroche fez uma acusação, afirmando que os processos químicos do calótipo e o novo processo de colódio úmido, seriam em base os mesmos.

Independente se eram os mesmo ou não em 19851 Frederick Archer inventou o processo do colódio úmido, esse processo era revestido de uma chapa de vidro com uma solução de nitrato de celulose, onde havia um iodeto solúvel  e sua sensibilidade se dava pelo nitrato de prata. A chapa era umedecida antes de ser exposta na maquina fotográfica, depois era revelada com pirogalo ou com sal ferroso.

Esse processo possuía seus pros e seus contras, era flexível, embora complexo, no entanto garantia bons resultados e acabou por ajudar no desenvolvimento da fotografia temática, onde podemos destacar dois pioneiros Roger Fenton, com seus registros do guerra da Crimeia e Mathews Brady com fotos da guerra da secessão nos estados unidos.

Outro ponto que pode ter colaborado na criação da fotografia temática, foi a queda da popularidade daguerreotipo, pôs além de os mesmo terem se tornado obsoletos, esse novo processo era mais acessível e possibilitava a obtenção de copias sem maiores problemas.



O tempo e a evolução são inevitáveis e no final de 1870, o processo da chapa úmida ficou obsoleto. No ano seguinte um medico inglês, Richard Leach Moddox apresentou um novo invento, um chapa manipulável, e para manter o brometo de prata em seu devido lugar Richard teve a ideia de usar uma espécie de gelatina. Dois anos depois essa emulsão gelatinosa já era comercializada em grande escala. Em 1877 você podia comprar placa de grande sensibilidade, embalada em caixas e prontas para serem usadas. Com essa descoberta já não era necessário untar as chapas entes da exposição ou revela-las imediatamente.

Esse processo se mostrou bem funcional, contudo ainda haviam algumas atualizações a serem feitas para que a fotografia se tornasse mais eficaz e dinâmica. Os próximos lançados tentaram se idealizar desse pensamento. Os novos dispositivos eram bem rápidos, o suficiente para registros em movimento e para isso as câmeras necessitavam de obturador instantâneo. Essa nova habilidade pedia um tamanho mais compacto e fácil de ser transportada, a demanda foi atendida e logo câmeras de todos os tamanhos e formatos conquistavam o mercado.

Foi pensado na utilização do papel de brometo, essa ideia agilizou as aplicações, agora maquinas compactas, com medidas que variavam desde 12,70 x 10,16 centímetros se tornaram febre na Grã- Bretanha e América do Norte, na Europa contudo era mais preferível uma de 12 x9 centímetros.    

Começavam uma nova geração de maquinas fotográficas cada vez mais leves, rápidas e de fácil manuseio.



Para esse resultado ser alcançado as chapas de vidro tiveram que ser substituídas por películas flexíveis ou filmes recortados e esse avanço acabou por criar outra. Em 1875 surgiu Warnerck, um novo modelo de câmera, maquina dobrável, com filme em rolo, com trilho único.

Se o invento da fotografia como você pode ver foi um conjunto de varias mentes, o reconhecimento por tornar essa pratica acessível ao publico em geral é por muitos, atribuída a George Eastman. Tudo começou em 1877, George na época tinha 23 anos e trabalha como funcionário de um banco em Rochester, NOVA YORK, quando começou a se interessar pela técnica fotográfica. Um dia comprou o equipamento necessário para o processo do colódio úmido e procurou um profissional para ensina-lhe o oficio.



George, no entanto se sentiu insatisfeito, achava todo aquele processo confuso demais, além de dispendioso. Uma solução veio apos de ler um artigo no British Journal of Photograpy, sobre a emulsão de gelatina sensível e George decidiu experimentar.

O experimento foi aprovado, deixando George cada vez mais interessado pelo novo movimento, tanto que em 1980 George já  havia começado a fabricar e vender sua própria produção. Os negócios estavam indo tão bem, que no ano seguinte George deixou o emprego no banco e abriu sua própria companhia fotográfica, que deu o nome de Eastman Dry Plate Company.

Em 1884, William H. Walker, um fabricante de maquinas fotográficas se juntou a sua companhia, a que tudo indica se deram muito bem, e logo essa parceria deu frutos, juntos eles inventaram um acessório, um chassi, que encerrava o rolo de papel montado sobre a base protetora e era suficiente para 24 exposições, e além de poder ser encaixado em qualquer câmera padrão, para fotos em chapa.



Porem George ainda não havia alcançado tudo que queria, seu sonho era lançar um sistema fotográfico, bem simples e resumido, porem de qualidade, onde uma pessoa apenas tirasse uma foto e nada, além disso.

Foram necessários algumas tentativas, algumas com relativo sucesso, antes que George atingisse seu tão sonhado objetivo.

Isso se deu no ano de 1988, quando George apresentou uma pequena câmera, de apenas 9,2x 7,9 x 16,5 centímetros, batizada de Kodak, um nome que veria a ser mundialmente conhecido. A câmera possuía um chassi completo que encerrava um rolo de filme com aproximadamente 6,35 centímetros. A Kodak era capaz de produzir cem exposições circulares. O obturador clinico era armado por um cordão e disparado por meio de um botão, o filme era transportado quando se girava o pino e a maquina tinha apenas um velocidade de 1/25 segundo, com uma abertura e uma objetiva retilínea de foco fixo.



“ Seu uso dispensa estudos preliminares, laboratórios ou produtos químicos “, George fez questão de deixar claro, incluído frases como esta no manual de instruções. Agora definitivamente o fotografo devia apenas bater uma chapa, uma foto. 

A companhia Eastman oferecia serviço complementar de todo o processamento, o dono da câmera só tinha que enviar a mesma para a fabrica e ela voltada completamente carregada com e com cem copias montadas em cartão.

Com o slogan de “ você aperta um botão e nós fazemos o resto”. O preço de uma Kodak era de 25 dólares na América do Norte e 10 guinéus na Grã-Bretanha, o serviço extra girava em torno de 10 dólares e 2 guinéus.  

O sucesso foi estrondoso, o slogan era pronunciado no mundo todo. O autor Watt Brummitt, tenta explica o porquê isso aconteceu, primeiro era fácil de ser memoriada, segundo por ser simplesmente verdade. Nasceu assim a fotografia moderna.

Após o lançamento da Kodak outras invenções começaram a surgir, seguindo o mesmo conceito. No entanto George Eastman estava preocupado, com os altos custos do processamento do filme descartáveis. Um dos químicos de sua companhia, Henry M. Reichenbach tentou melhorar o espesso celuloide, até então disponível sob a forma de filme plano, queria encontrar um material tão flexível quanto o papel e com transparência da mesma intensidade do que o vidro. E foi só em 1889 essa meta foi atingida, e sem delongas começou-se a fabricação de filmes em celuloide transparente tanto para a Kodak tanto para outras maquinas de filmes de rolo.

No ano de 1890 a companhia Eastman já possuía cinco modelos, sendo dois deles dobrados, porem todos se utilização de filmes em rolo. Apesar dos progressos, George Eastman ainda continuava com sua busca para reduzir os custos de produção. Em 1895, foi lançado o filme em cartucho, que solucionou boa parte dos problemas. A Kodak de bolsou começou a ser vendida por 1 guinéu ou  5 dólares, esse modelo bem pequeno, com dimensões de 5,7x 5,7 x 5,7x centímetros, capaz de tirar doze fotografias de 3,80 x 6,35 centímetros. No entanto por volta de 1897 foi lançado outro modelo, que oferecia imagens com dimensões maiores.

Eastman pensando em milhares de pessoas com baixo poder aquisitivo, foi mais longe e sua companhia estava prestes a lançar um novo modelo. Idealizado por Frank A. Brownell em 1900, porem recebeu o nome baseado em um personagem de quadrinhos, do autor Palmer Cox, a Brownie, tento por muito a câmera mais celebre da historia, produzida com um sistema bem mais simples, no tanto com qualidade, nas dimensões de 6x 6 centímetros e com filme de rolo em cartucho e o preço fixo de 5 xelins ou 1 dólar apenas. 


 
 

Agora Sim, Eastman havia conseguido transforma o seu sonho em realidade, colocar a fotografia no alcance de todos.

“ Agora qualquer moleque pode ter uma Brownie” e “ Um instantâneo se tornou tão corriqueiro como uma caixa de fosfora”, disse o fotografo Alvin Lagdon Coburn.

 

 

 Chegamos ao fim da nossa peuqena jordana. Espero muito que tenham gostado e achado interessante. Talvez num outro momento possa fazer uma outra postagem com curiosidades sobre a fotografia, para complementar o nosso assunto de hoje. Quero agradecer a todos que fcaram até aqui, que compartilharam. Se quiser comentar alguma coisa fique avontade, muito obrigada por tudo. E me perdoe por qualquer coisa, por algum equivoco ou algum erro de escrita. Uma otima semana, um otimo mês. Até logo.....

 

 

A incrivel Fábrica de Personagens: Dicas e curiosidades para a criação de personas para suas historias.

 

Olá meus queridos Leitores(as), hoje vamos falar de um assunto bem peculiar, interessante e curioso. Como criar personagens para nossas historias. Vamos abordar algunas dicas, que eu espero que possam ajudar vocês na hora de criar os seus universos.

Todo mundo pronto?.... Então roda a fita!

 


Bem, logo no inicio eu deixar claro que a criação de personagens e deu seu mundo fictício é algo bem pessoal, que varia muito de pessoa para pessoa, cada um vai ter um jeito que se identifica mais, uma preferencia, um método infalível, ninguém é dono da verdade, isto não é uma receita de bolo, que deve ser seguida arisca se não tudo pode desandar, e cá entre nos já vi algumas receitas que troca alguns ingredientes não fez mal algum. Então o importante é você explora as possibilidades e descobrir quais delas funcionar melhor para você.

 

O que vem primeiro a Historia ou Personagem?

Boa pergunta. Isso também pode variar porem acredito que o mais comum que a historia venha primeiro, porem se for a contrario não a problema, o resultado pode mudar em cada um dos caminhos, mas não quer dizer que o destino não seja satisfatório em ambos.

Quando começamos com a historia, podemos está procurando por uma ou nós deparamos com uma, nesse modo os personagens na fase inicial são como um borrão. Vemos alguns aspectos da trama se desenrolar, um mundo em construção, porem algumas vezes os personagens aparem apenas como vultos, sem uma aparecia definida ou personalidade. Nesse caso, começamos a criar os personagens com base na historia, o que é que a historia precisa, que personalidade se destacaria nesse universo, que personagem seria melhor para testemunha esse advento e assim por diante, nesse modo de analise, criamos personagens praticamente já encaixados na historia, o foco na hora de pensar é a trama, o enredo.

 

Quando começamos pelo personagem, uma personalidade, uma essência começar a surgir em nossa mente, e nós a moldamos num personagem, conseguimos ver claramente uma pessoa, saber sobre ela, e conhece-la profundamente, porem ela está solta, esperando um direcionamento nosso, para saber qual universo deve habitar. E nesse ponto de vista o personagem está em primeiro lugar, e desse modo vamos imaginar uma historia para se encaixar com o personagem. Essa ou esse personagem ficaria bom em que historia? Essa personalidade pende melhor para uma aventura ou para um romance? Essa pessoa leva jeito para enfrentar vampiro e lobisomens, ou para perseguir criminosos no estilo detetive ou tudo isso junto e misturado? Depois de muita reflexão podemos finalmente achar um mundo para esse personagem ou não. Às vezes acabamos criando quatro ou cinco historias com bom potencial, porem esse personagem não combina com nenhuma dela, isso significa que o personagem é ruim? Claro que não. Só não achamos o universo certo ainda. Nesse casos, podemos seguir em frente ou dar um tempo. Deixar todos os rascunhos sobre o personagem bem guardadinho, que quando menos esperamos uma ideia perfeita pode surgir.

Esses casos são só alguns exemplos do que pode acontecer e não que de fato iram. Você pode começar a com a historia e os personagens podem caminhar com ela lado a lado, você também pode começar com personagem e a historia ganhar mais forma do que ele próprio, as possiblidades são infinitas. Esse primeiro tópico foi mais para curiosidade mesmo.   

 

Como é a aparecia do Personagem?

Eu escolhi esse tópico porque precisava escolher um, para prosseguir, não que o mesmo seja mais importe do que o próximo, que vai ser a personalidade do personagem, ou que deva ser feito primeiro. Apenas deixando tudo claro. Vamos nessa então....



Nesse tópico vamos falar tanto das aparecias como algumas outras caraterísticas físicas, ok. Se ele ou ela vai se alto, baixo, qual etnia vai ter, a cor dos olhos, o tipo de cabelo, se tem alguma marca de nascença ou alguma cicatriz. Como a pessoa anda, se tem uma postura mais solta ou mais rígida. O tom da voz e se tem alguma caraterística diferente ao falar. Pode pensar se o personagem tem alguma doença ou apresentar alguma sensibilidade. Nessa parte também podemos pensar como ele se veste, se segue um estilo pré-definido ou variado, se usar cores mais alegres ou mais básicas. Se usar algum acessório, se tem alguma tatuagem também, esses e outros detalhes que você pode explorar para enriquecer o seu personagem.

Lembrando que às vezes você vai precisar consultar a personalidade para ver se tudo encaixa e o personagem esteja harmonioso consigo mesmo e com você. Por isso que dei entender anteriormente que não a uma ordem exata para os tópicos, você começar com qual achar melhor, por que muitas vezes eles se entre laçam, e alguma pessoas preferem pensar em ambos ao mesmo tempo. A seguir vou colocar algumas perguntas que podem te ajudar na hora de visualizar o seu personagem.

- Altura

- Etnia.

- Cor dos olhos e do cabelo.

- Como ele andar.

- Têm tatuagens, brincos.

- Marcas de nascença, cicatriz.

- Estilo de roupa.

- Tem algum cacoete ou tique nervoso.

- Tem alguma sensibilidade.

Essas foram apenas algumas ideias. A varias outras para se pensar.

 

 

 

E personalidade?

A personalidade vai englobar seus gostos, qualidades e defeitos, seu temperamento, como lidar com as pessoas ao seu redor, com o mundo e consigo mesmo. Como reagi com os problemas e dificuldades da vida. É uma pessoa otimista, realista, pessimista?  É mais introvertida ou extrovertida. Tem-se uma personalidade mais seria ou mais brincalhona ou de depende do momento. Qual é a sua orientação sexual e seu gênero. Se você é uma pessoa que gosta de astrologia, pode pensar qual são os signos dos seus personagens se isso for ajudar você a conhecer eles melhor, se for complicar mais, então pode riscar o signo da sua lista.

A personalidade é como a alma do personagem, sua essencial. É uma etapa complexa, que sempre temos que está chegando se tudo está se encaixando harmoniosamente e se conseguimos sentir o personagem, souber exatamente quem ele ou ela é, é prever suas reações sobre esse ou aquele acontecimento.  É difícil mesmo conhecer alguém a fundo, às vezes conhecemos realmente alguém nos afazes diários da vida ou em situações extremas, onde muitas mascaras caiem. Por isso na hora de criar seus personagens também é muito importante imaginar situações diversas e ver como eles reagiam a cada uma delas. Já li alguns sites que falam para tomar cuidado na hora de criar personalidade para os personagens, que só devemos criar gostos e particularidades que vão ter serventia na historia, como por exemplo, seu personagem gosta de tocar violão, mas esse fato não vai aparecer na historia e nem ser mencionado, alguns acham um desnecessário colocar isso na personalidade. Na minha visão particular, acho que depende se imaginar gostos e curiosidades que vão te ajudar a sentir e conhecer o personagem mesmo que isso não seja usado no enredo, acredito que seja valido, no entanto se você não precisa desses detalhes para ter uma visão abrangente do personagem, então tudo bem não ficar criando listas e mais listas de detalhes que não serão usados. Vou colocar aqui também uma lista com algumas ideias para você pensar que talvez te ajudar na hora de criar uma personalidade para o seu personagem.

- É calmo (a), agitado (a)?

- Ansioso (a), Paciente (a)?

- Organizado (a), bagunceiro (a)?

- Usar palavras mais girais ao falar ou palavras formais?

- Faz seus afazeres de modo rápido ou devagar?

- Qual é seu signo ou seu mapa astral?

- Prefere comidas doces ou salgadas?

- Prefere a noite ou o dia?

- Qual acha mais bonito o amanhecer ou o crepúsculo?

- Estação favorita?

- Cor favorita?

- É regido (a), severo (a)?

- É flexivo (a), liberal (a).

- É pessimista, otimista, realista?

- É bem humorado (a), mal humorado (a), rabugento (a).

- É educado (a), prestativo (a) ou não?

- É introvertida ou extrovertida?

- É seria, espontânea ou brincalhona?

- E os defeitos? Arrogância, inveja, ira, possessão, orgulho, preconceito entre outros...

- E as qualidades? Compreensão, humildade, consciência, respeito, gentileza, entre outros..

Essas foram só algumas ideias, a etapa da personalidade é tão abrangente que eu poderia escrever umas dez páginas só com perguntas para serem respondidas, mas para não tomar muito o nosso tempo, vamos adiante. Era só para você ter uma base. Outra coisa que me lembrei de mencionar antes de seguimos em frente. Já li algumas vezes em alguns sites que sugerem que todos os personagens tenham qualidades e defeitos, até um vilão pode ter qualidades, mesmo que ele as use para o mal, e até um (a) mocinho (a) podem ter defeitos, isso é algo normal, muitas vezes são os erros e acertos que ajudam no nosso crescimento pessoal, o ser humano é imperfeito em seu modo de pensar e de agir, porque em todas as idades nós estávamos aprendendo, a experiência vem com o tempo. Essas caraterísticas ajudam a criar uma identificação com o leitor (a) e com o (a) personagem. Lembrando que é apenas uma dica, você depois deve fazer uma reflexão e usar o que achar valido.

 

 

 

 

 


 

Biografia...?

Não é exatamente uma, mas podemos pensar que é algo semelhante. Nessa parte vamos nós concentrar no passado. O antes é o foco, tanto do personagem como da historia e do mundo que a mesma habita. Como foi a infância do personagem? Sua adolescência? Ou os três anos antes da historia se iniciar. Quais foram os acontecimentos que fizeram o personagem ser quem é no exato ponto de partida. Se comparamos o passado e o presente do personagem, houve alguma mudança significativa? E o universo? Dependendo do mundo que foi se vai explorar ou da época, é bom pensar no porque as coisas chegaram aonde chegaram. Por exemplo, vamos supor que sua historia se passa nesse universo que vivemos, num futuro próximo, porem não a quase tecnologia, luz internet e etc. Obviamente você  não precisa já começar o primeiro capitulo do livro falando sobre isso, ou separar mais da metade da obra para descrever sobre o assunto. Mas, é bom deixar um espaço para que os leitores saibam o que aconteceu, esses detalhes ajudam a criar profundidade na historia e enriquecem o enredo, pois é importante para os leitores entender o mundo pelo quais estão sendo conduzidos. E você pode fazer isso por meio de conversas entre os personagens, ou pelos famosos fleshesback, ou registros, pesquisas e investigações dentro da própria historia.

- Onde o (a) personagem nasceu?

- Qual cultura que teve contato com era criança?

- Frequentou a escola normalmente e como ele era na mesa?

- Tinha muitos amigos, colegas.

- Era aquela pessoa que aprontava muito ou que dava bom exemplo?

- Como era seus pais, sua família, tinha um bom relacionamento com eles?

- Cresceu em uma casa, apartamento, numa fazenda etc.

- Teve contato com animais?

- Já teve alguma doença ou alguma crise?

- O que queria ser quando crescesse?

- Quais aspectos da personalidade do personagem mudou do passado para o presente?

- Fez faculdade?

- Já trabalhou em que área?

- Viajou para vários lugares?

- Presenciou algum desastre natural?

- Já foi preso?

- Já foi casado ou teve algum relacionamento amoroso?

 

Essa lista também pode ser bastante extensa, mas vou encerra-la por aqui.  Antes de passamos para o próximo tópico, tenho que acrescentar que também já li dicas falando sobre o número de acontecimentos sobre o passado dos seus personagens, que acaba sendo bem parecido com o número de detalhes da personalidade.  Alguns sites falam que você não precisa criar um número infinitos de acontecimentos na biografia do seu personagem, foque apenas em acontecimentos relevantes para a historia no geral, acontecimentos que justifiquem esse ou aquele ato do personagem na trama, acontecimentos impactantes ou aqueles que serão mencionados no futuro, e etc. Alguns falam que cinco acontecimentos já abastam outros que não tem um número definido, com tanto que todos tenham uma importância para serem mencionados. E o meu parecer sobre o assunto é igual ao do tópico anterior, se o número grande de acontecimentos, te ajudam a visualizar a historia e o personagem mais nitidamente, então tudo bem, mesmo que esses detalhes não tenham serventia para historia, eles tem para você. E isso já faz os mesmo a serem importantes.

 

 

 

Do presente para o Futuro.

Certo, falamos um pouco sobre o passado e sobre o presente, agora vamos tratar do futuro. Começamos um o personagem, quais são os seus objetivos e o combustível para alcança-los. Por que ele ou ela quer o quer? Todo mundo quer alguma coisa por um motivo, quando pensamos nessas metas e as justificamos claramente para o leitor(a) , a possibilidade de nós conectamos com o personagem é muito maior. Por que entendemos suas ações e por que de cada uma delas, não adianta o personagem quere a melhor coisa do mundo, sem entendemos o porquê ou esse desejo parecer sem motivo, isso acaba tornando o personagem vazio e consecutivamente a historia, pois ambos estão ligados um nó outro. Vamos supor, o personagem quer trabalhar na indústria da moda, mas temos que pensar nos porquês e deixar isso claro pelo menos em alguma parte da historia. Ele ou Ela quer trabalhar nesse ramo, por que é algo que ele ou ela ame, ou o que os atrai é o dinheiro, o glamour. Estão fazendo isso por si mesmo ou por causa de outra pessoa, especificar esses motivos e até pensar nós detalhes que os ajudaram a desenvolver esses porquês, nós ajudam criar uma historia bem fundamentada. E mesmo que o objetivo seja algo obvio como o personagem quer salvar ou destruir o mundo, é importante descrever os sentimentos dos personagens com relação a esse ou aquele desejo indiferentemente do que sejam, e as iniciativas que o fizeram buscar isso. E se houve alguma mudança física ou psicológica ao longo da historia. Tudo está em constante mudança, porem algumas são lentas e outras rápidas. E quando estávamos construindo uma historia temos que analisar os atos e consequências e quais mudanças que os mesmo ocasionaram, tanto no universo, como nas vidas dos personagens e em seus interiores. Às vezes isso está bem visível gradativamente em nossa mente, outra vezes temos que parar é pensar “ Se isso ou aquilo aconteceu o meu personagem não deveria está assim ou assado”, tem pessoa que mudam com os acontecimentos ao longo da vida e tem outras que nem tanto, por isso tempos que refletir sobre esses pontos e deixar mais claro o possível para os (as) leitores (as).

- Qual é o seu objetivo?

- O te faz levantar da cama te manha?

- Qual é o seu consuntível, determinação para buscar o que quer?

- Onde o personagem vai está daqui a dez anos?

- A historia vai ter continuação?

- Você já sabe o final do livro ou da saga?

- Que mudou na vida do personagem do primeiro capitulo ao ultimo?

 

 

 

 


Personagens Principais e Secundários.

Nesse tópico vamos falar sobre a centralização dos personagens na historia. E não sobre a personalidade de um personagem principal e secundária tem que ter, pois acho que isso que limita um pouco a nossa criatividade. Já vi alguns artigos que tentam padronizar a personalidade dos personagens, mocinhos são mocinhos, os principais, vilões são vilões, os antagonistas e assim por diante, não que esse método esteja errado, afinal ele perpetua até os dias de hoje, mostrando que tem um bom resultado, mas não significa que temos que ficar preso a ele e não explorar possiblidades devemos nós sentir livre para criamos nossa historia e nossos personagens. Devemos aumentar o leque de opções e não reduzi-lo.

Alguns dizem que o personagem principal é o que conduz a historia, que todos os acontecimentos giram em torno de si, outros também argumentam que o personagem principal é o que tem mais tempo em tela, independente se os acontecimentos o seguem ou não. São variáveis. E sendo de um jeito ou de outro é importante que o personagem principal seja bem construído, pois geralmente ele que acompanhará o leitor por mais tempo, é que o leitor terá mais contato. Um personagem principal raso, com metas e objetivos não muito de finitos, e com uma personalidade que converge consigo mesmo durante todo tempo é uma grande obstáculo para que o leitor prossiga sua viagem. É quase consecutivo que se um personagem principal for insuficiente para sustentar a historia, ambos vão desmoronar. Pois ambos precisam um do outro para crescer e progredirem com bases solidas. Quem já não leu uma historia bem criativa, porem um personagem que deixava a deseja, isso acaba refletindo na historia, fazendo que a mesma deixe-se a desejar, também quem já leu uma historia que o enrendo era péssimo, bem fraco na verdade, porem os personagens eram bem dinâmicos, com personalidades bem pensadas, a fragilidade da historia acaba repercutindo neles do mesmo jeito. É um conjunto.

Os personagens secundários, quartanários e assim por diante, podem não muito tempo de atenção, mais do mesmo modo precisam de cuidados ao serem criados e inseridos no enredo, é muito bom quando todos participantes da historia colaboram para o seu desenvolvimento, é muito desagradável para um leitor quando ele está empenhado na leitura, porem no meio das palavras ele vê um nome  já criou uma conexão incomoda e ai ele pensar “ Essa pessoa de novo?”. E a historia começa a se arrastar e a vontade de pular um capitulo. É claro que tem personagens que foram criados apenas para irritar o personagem principal, mais isso deve de restringir ao personagem principal e não ao leitor, porem como o leitor muitas vezes está sucinto aos sentimentos dos personagens, temos que saber os limites de cada abordagem que para que a leitura não seja exaustiva. E por isso que todas as personagens tem que ter um papel definido, não adianta criar muitos personagens se eles vão ficar boiando no universo, sem um proposito. É importe também não criar um personagem secundário desprovido de personalidade, com receio que ele roube a atenção do personagem principal, isso pode até funcionar, mas não é muito aconselhável. É muito bom quando você lê uma historia e sente que tudo está dentro dos conformes, e não aquela sensação que algo foi colocado de qualquer jeito. Se o pernagem secundário acabar sendo mais chamativo do que o principal, você tem algumas opções, tentar atualizar o personagem principal para ver se tem um equilíbrio. Explorar esse personagem secundário dando mais tempo em cena ou até quem sabe uma aventura solo, ou se preferir o mude de historia, e crie outro personagem para ficar no lugar dele. Tem certos aspectos na criação de uma historia que forjem do nosso controle, queríamos uma coisa, mas no final acaba saindo de outra. Não tem como restringir a nossa mente, por isso melhor ter mais de uma carta boa numa jogada do que apenas uma. Isso vale também para os anti- heróis e vilões, os vilões muitas vezes são os testes de força, coragem e determinação dos personagens principais, e dessa forma precisam está a altura, se não fica um sentimento de lutar vencida antes mesmo do confronto final. Porque cá entre nós se não houvesse os vilões muitas historias não aconteceriam, então sua personalidade, desejos e objetivos devem fazer jus a historia como um todo. Por mais que nem todos vilões tenha uma identidade marcante, eles não podem ser totalmente neutros, eles precisam arrebatar algum sentimento do leitor, seja raiva, magoa, tristeza, e se o vilão tiver que ser vazio, que seja os sentimentos dele e não ele em si, para que o leitor sinta esse vazio existencial, e não como se fosse um robô mau programado com poucos dados acrescentados aos sistema. E como eu disse anteriormente, todos os personagens na historia deve ter um proposito, por isso cuidado com o numero de personagens que você for colocar na historia para que nenhum seja deixado de lado, o importante é qualidade e não quantidade.  E não se esqueça se um personagem ou um acontecimento que você considera bom não se encaixar na historia em questão não joguei essa ideia fora, guarde. Uma hora é vai ser perfeita para alguma coisa.

 

- Quem é ou quem são os personagens principais?

- Por que esse e não aquele?

- Quantos personagens secundários a historia precisa? Será que é melhor eu aumentar ou reduzir esse número?

- Esses arcos na historia para cada personagem, estão bom? Será que alguém merece mais atenção.

 

Outro bom exemplo sobre o numero de personagens na historia, é sobre a historia do Drácula de Bram Stoker, não sei se vocês já sabem a respeito, mas uma vez eu li que o senhor Stoker havia pensado em uma porção de personagens para compor a sua historia, cada um teria uma função especifica no combate contra o rei dos vampiros, porem Stoker percebeu ao longo de seus rascunhos, que se fosse seguir esse plano, cada personagem precisaria ser apresentado, cada um com uma personalidade diferente e um passado para contar, e depois de todo esse trabalho provavelmente, muitos desses personagens não teriam mais do que poucos minutos de atenção, por isso nesse caso fosse um trabalho desnecessário, pois a historia não foi feita para uma numero muito grande de personagens. Muitos iriam ficar sobrando, e para resolver essa situação Stoker teve a ideia de acrescentar algumas caraterísticas e funções ao personagem do Dr. Van Velsing, que inicialmente seriam de outros personagens.  Mas, como eu sempre falo, cada historia é uma historia e deve se analisada separadamente.

 

A seguir vou deixar algumas outras dicas que li em outros sites e os links, caso vocês tenham o interesse se conhecer.

 


As características dominantes Versus a característica contraditória.

A primeira pessoa que vi falar a respeito das características dominantes foi o escritor Leonel Caldela — se não me engano, em um texto da Revista Dragão Brasil. Não sei se ele é o criador deste conceito, mas não duvido.

 

Basicamente, o que você irá fazer é escolher três características dominantes para o seu personagem e uma contraditória.

 

Por exemplo:

 

Jorge é autoritário, teimoso e desbocado, mas é um grande filantropo.

 

Toda a construção do personagem gira em torno dessas características dominantes, embora ele possua este tom contrastante que faz com que a personalidade dele se torne real.

 

Convenhamos, nenhum ser humano possui só três características, mas vale a pena você desenvolver todo um espectro de cem características se durante a narrativa tudo vai girar em torno de poucas delas?

 

Além disso, este uso da característica contraditória possibilita que o personagem ganhe profundidade e verossimilhança. Afinal, nós seres humanos não somos totalmente maus ou bons. Mesmo as piores pessoas têm um lado bom, e as melhores podem ter um cadáver no armário (espero que não literalmente).

 

Vou deixar mais alguns exemplos:

 

Sheila é sentimental, dedicada e empática, mas é ciumenta.

 

Gui é determinado, estudioso e tem facilidade com números, mas é ingênuo para o amor.

 

Ana Maria é pragmática, maquiavélica e grosseira, mas é uma defensora dos animais.

 

https://viltoreis.com/criacao-de-personagens/

 

Estrutura de personagem e estereótipo.

Existem muitas estruturas básicas para a formação de um personagem. Uma das formas mais famosas é baseada nos deuses Dionísio e Apolo.

 

Personagem Dionísio: caótico, trágico e irônico. Se constitui no coletivo e no mundo real.

Personagem Apolo: ordem, disciplinado. Baseado em luz e amor, vive em um mundo de ilusões. É Individual.

Se basear nessas figuras é possível, mas muito cuidado com os estereótipos. Tente não reduzir seu personagem a sua característica mais marcante a um nível exagerado, deixe-o fluir com mais naturalidade. É normal que um personagem tenha tanto seus momentos Dionísio quanto Apolo, dependendo do contexto.

 

Cuidado com o personagem torta!

Um personagem fraco é aquele que não apresenta falhas e contradições, é linear e perfeito, “preto no branco”.

 

Mas o que isso tem a ver com o personagem torta? Um personagem torta é sempre um personagem fraco. Para saber se você tem um em seu texto, faça o seguinte teste: seu personagem pode ser substituído por uma torta sem que ocorram alterações na trajetória da narrativa? Se sim, há algo de errado. Isso vale tanto para o protagonista quanto para os personagens secundários.

 

https://odisseiaconsultoria.com/2018/09/18/escrita-criativa-7-dicas-de-como-desenvolver-seu-personagem/

 

 

Qual a função do personagem na história?

 

Personagens que estão sobrando na trama, dificilmente vão ser interessantes. Pode gerar uma barriga no texto e que vai ser difícil de resolver.

 

Personagens sem função na história que aparecem pouco pode passar despercebido, mas se aparecer muito vai ficar aquela sensação de estar sobrando na conversa.

 

Afinal todos os personagens em uma história precisa ter uma função. O protagonista, o alívio cômico, a pessoa que vai passar as informações, vai deixar um mistério no ar, que vai ajudar ou atrapalhar de alguma forma. Ele precisa fazer algo que só ele pode fazer. Caso possa substituir por outro que tenha mais participação na trama, ele não precisa existir.

 

Caso tenha criado um personagem que achou muito interessante, mas não sabe como encaixar na história, eu aconselharia a guardar ele para outra história. Anota as características, e deixe guardado. Ou modifique para encaixar, ou até mesmo pegue algumas das características desse personagem que achou legal e acrescente a outro já dentro da história. Vê o que vai ficar melhor.

 

Eu já cometi esse erro em um dos meus livros. Um personagem que eu gostava, mas não se encaixava na história. E ele acabou criando toda uma barriga na trama principal. As motivações dele não encaixava na trama central. Precisei dar uma volta para dar uma utilidade a ele no final.

 

E por ser um livro que escrevia e publicava no wattpad (já faz alguns anos), não poderia refazer tudo. Eu simplesmente continuei.

 

Mas hoje, bem mais experiente, não faria isso. Encaixaria ele melhor na trama central, ou reduziria a participação dele. Ou até mesmo faria ele desaparecer do livro, ou até mesmo morrer.

https://novoorbe.org/7-dicas-para-criar-bons-personagens/

 

Vou deixar mais dois links, que também dão instruções bem simples e faces na hora de criar seus personagens,

https://editoraviseu.com/criar-personagens-guia-para-novos-autores/

 

 

https://blog.clubedeautores.com.br/2023/04/como-criar-personagens-para-uma-historia-de-ficcao.html

 

 


Antes de encerramos, gostaria de infatiza que essas informações foram citadas como se estivamos falando na criação de personagens humanos da nossa realidade, porem também podemos usar a mesma base, no caso de criamos outros tipos de personagens, com seres de outros planetas, criaturas mitologocas, animais e demais seres, apenas com algumas modificações é claro, mas o principio é praticamente o mesmo. Vou da um exemplo, supondo que você queira escrever a historia de uma rapisnho numa avetura epica. Vamos passao por passo. Qaul é a aparecia dela? Cor dos pelo, altura, tom os olhos e timbre da voz. Proximo, persolidade, e se ela é arteira, bagunceira, quieta, reciosa e assim por adiante. E seguinda acrescentamos as demais informações, biografia, presente, objtivo, conbustivel, e furuto. Viu, é só fazer pequenos ajustes e podemos seguir as dicas normalmente. 

 Fim da fita... 

Espero que muito que vocês tenham gostado, que essas informações e dicas sejam úteis para vocês de algum modo. Me desculpem por qualquer equivo, por algum erro de escrita, gramatica e etc. Muito obrigada pela atenção, um grande abrço a todos. Até a proxima.... 

  

 

Kawii

Olá, peculiares. É muito bom ver vocês novamente. Vocês já deve ter ouvido falar nos bonequinhos de Amingurumis, né? Pelo menos aqui aonde e...